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Sopa de Ervilhas Secas

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Sopa de Ervilha

Como já é quase tradição, o friozinho de julho pede Tertúlias de Sopa!

Eu amo ervilha. AMO. A de lata mesmo. (Pausa para as carinhas de “eca!”). Até como ervilhas frescas, mas não acho tão bom quanto aquela ervilhinha de lata…. #mejulguem Nunca tinha provado ervilhas secas. Na verdade, acho que nem nunca tinha visto no supermercado, mas isso provavelmente é porque o Sky é que faz as compras, eu só faço a lista 😀

Quando vi essa receita da Rita Lobo, que além de ervilhas pedia bacon, não tive dúvidas! Se você é vegetariano/vegano, não precisa ficar triste: siga a dica do Chef John e substitua o bacon por shiitake! Se você é onívoro, não faça essa cara de espanto/revolta ao ver que eu sugeri essa substituição…. 😀

A parte divertida da receita foi o acompanhamento – em vez de croutons ou pãezinhos, pipoca! Fiz sem acreditar muito, mas não é que fica bem gostoso??

Para uma sopa relativamente pequena, você vai precisar de:

250 g de bacon em cubinhos – a receita pedia só 100, veja bem que absurdo. Como já disse, para veganizar a receita, use shiitake!
1 cebola média, picada
500 g de ervilhas secas, hidratadas por 4 horas
1 folha de louro
2 litros de caldo de carne ou caldo de legumes, de preferência o caseiro!
sal, pimenta-do-reino e páprica
PIPOCA!

Sopa de Ervilha

Existe uma regra muito básica na cozinha, que é ler a receita inteira antes de começar a cozinhar. Todo mundo sabe disso. Básico. CLARO que eu não fiz isso e me ferrei, porque a ervilha tinha que ser hidratada! Ia fazer a sopa para o almoço, ficou para o jantar. 😦

Lave as ervilhas secas, coloque-as em uma tigela e cubra com o triplo de água. Deixe descansar por mais ou menos 4 horas.

Quando elas estiverem hidratadas, escorra a água e reserve. Na panela em que você for fazer a sopa, coloque o bacon para dourar, deixando sair bastante gordura – se estiver usando shiitake, dê uma fritadinha com azeite! Quando estiver dourado, retire com uma escumadeira e reserve.

Na gordura do bacon/azeite, doure a cebola em fogo baixo. Quando a cebola estiver transparente, adicione as ervilhas e refogue um minutinho, só pra dar uma temperadinha. Acrescente o caldo, tempere com uma colherinha de sal, além de pimenta-do-reino e páprica. Tampe a panela e deixe ferver. Cozinhe em fogo baixo por uns 20-25 minutos, misturando de vez em quando, até que as ervilhas estejam macias.

Enquanto isso, estoure as pipocas. Tente não comer toda a pipoca antes da sopa ficar pronta. É mais difícil do que parece #fato

Transfira a sopa aos poucos para o liquidificador e bata bem. A Rita Lobo recomenda segurar a tampa do liquidificador com um pano de prato pra evitar que o vapor abra a tampa. Eu usei o mixer direto na panela mesmo, muito mais fácil! 😀

Coloque a sopa de volta na panela (se estiver usando o mixer, não precisa fazer nada, só sorrir). Acrescente o bacon/shiitake e leve ao fogo alto até voltar a ferver. Prove para ver se está bom de sal.

Na hora de servir, coloque a sopa no prato/tigela e só então coloque as pipocas!

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Tapenade

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Tapenade

Quando me mudei para o Uruguai, uma das coisas que tive que aprender foi cozinhar – ninguém sobrevive de macarrão, bolo, ovo mexido e patê de atum, né? (Sério, era mais ou menos esse meu repertório). Fui tentando fazer coisas simples, mas que fossem diferentes. Uma delas foi justamente a tal da tapenade, esse patê francês de azeitonas pretas.

A receita que eu fazia (não lembro onde encontrei!) levava quantidades iguais de azeitonas pretas e verdes, alho, sal, pimenta e manjericão. Simplesmente jogava tudo no processador, pulsava e pronto: patêzinho diferente e gostoso. Quando decidi que em fevereiro teríamos as Tertúlias de Patê, não tive dúvidas em incluir a tapenade. Então, fui buscar a “receita original, autêntica, bla bla bla”. Claro que não encontrei!

Encontrei várias receitas diferentes, cada uma acrescentando/omitindo alguma coisa. Confusa, tive que apelar para a Wikipedia, que disse que era uma receita com azeitonas, alcaparras, anchovas e alho! Então encontrei essa receita no The Guardian e resolvi fazer – acabei adaptando, sabe como é. Achei muito melhor do que a que fazia antes!

Ela não rende muito, o que é ótimo: é um patê de sabor bem forte, não precisa muito!

Você vai precisar de:

½ xícara de azeitonas pretas sem caroço

2 colheres (sopa) de alcaparras

2 filés de anchovas, escorridos – sempre tenho anchovas em casa, para fazer o molho da Salada Caesar … ou pra botar na pizza mesmo! Se você preferir uma receita vegana, basta omitir.

3 dentes de alho

1 colher (sopa) de orégano e/ou tomilho – usei ½ de cada

1 colher (sopa) de mostarda Dijon

Azeite, sal e pimenta a gosto – eu não usei sal, porque achei que as alcaparras e anchovas já tinham dado conta do recado.

Tapenade

Além de testar a receita “mais autêntica”, resolvi testar também o método mais tradicional: o pilão!

Pique grosseiramente as azeitonas, as alcaparras, as anchovas e o alho. Coloque tudo no pilão, acrescente as ervas e SOQUE (vocês conseguem falar isso sem rir? Eu não #quintasérie).

Soque bem até que fique uma pasta não muito grossa. Misture a mostarda e soque. Acrescente mais ou menos 2 colheres (sopa) de azeite e soque um pouquinho mais com o pilão. Tempere com sal e pimenta.

Ou…. jogue todos os ingredientes no processador, pulsando até que fique uma pasta pedaçuda! 😀

Creme de Alho-Poró e Batatas

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Sopa de Batata e Alho Poró

Procurando uma receita para fechar bem a temporada de sopas, achei uma perdida no meu Pinterest. Como era do Chef John, não tinha como ser ruim, né? Então lá fui eu pro mercado comprar um ingrediente que quase nunca uso – alho-poró. Não tem nenhum motivo especial para não usar muito, só falta de hábito mesmo!

Como não tenho costume de cozinhar com esse ingrediente, nunca crio grandes expectativas em relação ao resultado. Assim, foi um quase choque descobrir o quão boa era essa sopa!!! Apenas a melhor que já fiz – e uma das melhores que já comi, modéstia à parte. Foi imediatamente alçada à condição de comfort food.  

Para reproduzir essa maravilha, você vai precisar de:

1 colher (sopa) de azeite

150 g de bacon (o Chef John usou prosciutto, e bem menos, mas aqui não trabalhamos com pouco bacon. Para veganizar a receita, ele sugere trocar o bacon por shiitake!)

6 alhos-porós (sem as folhas)

1,5 litros de caldo de carne (usei o caseiro, concentrado. Para veganizar, você pode usar o Caldo de Legumes ou um cubinho)

4 batatas médias

Sal, pimenta-do-reino, pimenta caiena

25o mL de creme de leite (para veganizar, creme de soja/arroz, etc)

Sopa de Alho Poró e Batata

Corte o alho-poró em pedaços médios e enxágue bem, para tirar um eventual restinho de terra que a gente realmente não quer sentir na sopa.

Coloque o bacon (ou o shiitake) e o azeite na panela da sopa e frite. Quando o bacon estiver meio frito, coloque o alho-poró e dê uma refogada de uns 2-3 minutos, só pra fazer uma graça. Coloque o caldo, tempere com sal, pimentas e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos.

Enquanto cozinha, descasque e corte as batatas – deixe-as de molho em água para não escurecer.

Passados os 30 minutos, coloque as batatas e deixe cozinhar até que fiquem macias – se achar necessário, complete com mais água.

Quando as batatas estiverem macias, use o liquidificador (ou o mixer!) para bater bem a sopa. Volte a sopa à panela, acrescente o creme de leite e aqueça até começar a ferver. Sirva imediatamente, pensando “gente, mas fui eu que fiz isso mesmo? Eu sou o máximo, nossa, quem é Masterchef perto de mim, etc” 😀 😀 😀

Sopa de Cenouras Assadas

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Sopa de Cenouras Assadas

Cenouras bonitas no mercado, com aquela cara de “me compre”. Era a hora de fazer uma receita que tinha pinado há séculos. Sabe aquelas receitas que você acha que vai dar super certo, mas rola uma certa preguicinha de fazer? Então.

Mas a preguiça era besteira minha, porque ela é bem fácil – e maravilhosa! Sem dúvida, essa é uma das sopas mais interessantes que já fiz, provando mais uma vez que Patricia Scarpin é uma gênia. ❤ Pra variar, dei uma leve modificada na receita, porque sou enxerida.

A receita é vegetariana, mas para veganizar basta trocar o creme de leite por um creme de soja/arroz/etc.

Você vai precisar de

1 kg de cenoura – descasque e corte em pedaços grandes

350 g de cebola – mesmo esquema

Mais ou menos umas 3 colheres (sopa) de azeite

sal e pimenta-do-reino (botei páprica também)

Uns 5 dentes de alho, com casca e tudo (da série: coisas que pensei em colocar enquanto preparava a foto dos ingredientes 😀 )

1 colher (chá) de cominho em pó

1,5 litros de caldo de legumes – usei o caseiro, concentrado, e completei com água

250 mL de creme de leite fresco (ou um substituto vegano, se for o caso)

Coloque as cenouras, as  cebolas e os alhos com casca e tudo em uma assadeira. Despeje o azeite, o sal, a pimenta-do-reino, a páprica e o cominho. Misture bem e leve ao forno pré-aquecido por mais ou menos 40 minutos, ou até que a cenoura esteja macia.

Sopa de Cenouras Assadas

Quando ela estiver macia, coloque os ingredientes da assadeira em um processador/liqui, acrescente o caldo e bata. Eu, a #semliqui, coloquei tudo na panela mesmo e usei o mixer (amor eterno).

Quando tudo estiver bem batido, acrescente o creme de leite e aqueça a sopa até levantar fervura. Sirva imediatamente.

Sopa de Lentilhas

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Sopa de Lentilhas

AMO lentilhas. Antes, elas eram sinônimo de ano novo: vovó sempre fazia arroz com lentilhas (e muita linguiça/bacon), “come, traz fartura no ano novo”. Além de maravilhosas, ainda traziam dinheiro? Manda mais!

Embora tenha tentado, não fiquei milionária comendo lentilhas, mas isso não é razão para não fazer essa sopa deliciosa! 🙂

A receita original pedia cogumelos, mas não usei porque odeio. Mas eles são uma ótima ideia para veganizar a sopa… 🙂

Você vai precisar de:

400 g de lentilhas

2 cebolas médias

1 cenoura grande

150-200 g de bacon (a receita original pedia só 50 g, porque usava cogumelos também – troque por cogumelos para veganizar a receita)

1 litro de caldo de carne (usei o caseiro, concentrado, e completei com água -para veganizar a receita, você pode usar o caldo de legumes caseiro ou um cubinho de caldo)

1 litro de água

sal e pimentas (não use sal se for usar o caldo em cubinhos!)

Sopa de Lentilhas

Essa sopa não tem nenhum mistério: refogue o bacon, as cebolas e a cenoura. Quando o bacon estiver fritinho, coloque as lentilhas, o caldo e a água. Tempere com sal e pimenta-do-reino (usei um mix de pimentas).

Cozinhe por mais ou menos uma hora, até estar tudo bem macio. Daí, facílimo: coloque no liquidificador e bata! Como meu resolveu desistir da vida, mas o processador não (e a base é uma só pros dois), comprei um mixer. Estou apaixonada, super recomendo! Muito mais fácil de limpar do que o liqui 😀

Sirva imediatamente. Você pode fazer uma quantidade maior e congelar em um saquinho ziploc da vida. Descongele, coloque um pouco mais de água e aqueça!

Pão Integral de Centeio

Pão Integral de Centeio

De tempos em tempos eu cismo com um ingrediente e não sossego até encontrar. Desta vez, o alvo da cisma foi o centeio.
Depois de uma mini odisseia por vários supermercados, acabei encontrando em uma lojinha perto de casa (ódio/amor) e corri para testar esta receita da La Cucinetta (com leves adaptações na forma de preparo por motivos de preguiça), que nunca me desaponta quando o assunto é pão!

Este não foi exceção. Os pãezinhos ficaram muito fofos, com um sabor delicado de centeio. E, o que é melhor, são muito fáceis de fazer! Na primeira vez que fiz, usei batedeira, mas repeti a receita no dia seguinte (é bom de verdade, vocês não tão entendendo) e sovei na mão mesmo. Eu fiz neste formato de bolinhas, porque prefiro para congelar. Se você preferir, pode fazer um único pão redondo, bem bonitão!

Você vai precisar de

250 g de farinha de trigo branca
125 g de farinha de trigo integral
125 g de farinha de centeio
300 ml de água morna
5 g (ou meio pacotinho) de fermento biológico seco
25 g de manteiga amolecida
10 g de sal (se usar manteiga salgada, use menos sal!)

Se possível, uma tigelona grande, para que você possa sovar a massa dentro dela e nem precise sujar a bancada! 😀

Na tigelona, junte as farinhas, a água morna e o fermento biológico seco. Misture bem até obter uma massa mais ou menos uniforme. Acrescente a manteiga e o sal e sove por alguns minutos. A massa vai ficar um pouco grudenta depois da sova, mas resista bravamente à tentação de adicionar mais farinha: as farinhas integrais meio que “chupam” a umidade durante o crescimento!

Tampe a tigelona com um pano de prato e deixe fermentar por mais ou menos 30 minutos, ou até dobrar de volume. Quando li a receita e vi “30 minutos”, pensei “ha! Até parece que vai ser só isso!”, mas precisei só de 30 minutos mesmo 😀

Passado o crescimento inicial, dê um soquinho na massa para retirar o ar e modele. Eu fiz bolinhas de 70 g, mas é porque eu tenho probleminhas. Você pode fazer bolinhas do tamanho que quiser, ou pode fazer uma bola grande pra fazer um pão só, bem bonito. ♥

Cubra com o pano de prato e deixe crescer, agora por 1 hora. Leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos, mais ou menos.

Para saber se seu pão está pronto, basta levantá-lo (com cuidado, já que ele vai estar BEM quente, né, pelamor) e dar umas batidinhas na parte de baixo. Se você escutar um som oco, está pronto! No começo, saber o que é ~um som oco~ pode ser complicado, mas com a prática você aprende direitinho! 😀

Como qualquer pão, você pode congelar assado (e já frio, claro) por até três meses!

Yakisoba Turbinado e Descarado

Yakisoba

Explico o descaramento: não tem quantidade exata, é tudo aproximado. Eu sei, eu odeio isso, mas fiz de olho – e na sua casa, você faz do jeito que achar melhor. Explico o turbinado: pus bacon! Não tem nada de tradicional, mas ficou espetacular, recomendo fortemente!!!!!

Ingredientes
– 500 g de carne (usei porco, mas você pode usar carne de vaca ou frango, ou uma mistura…. Ou pode fazer a versão #vegana, pulando a carne e o bacon!)
– 150 g de bacon
– 2 cenouras grandes, cortadas em palito
– 1 cebola grande, cortada em cubinhos
– ½ pimentão vermelho, cortado em palitinhos ou cubinhos
– 1 xícara de repolho roxo picadinho
– 1 xícara de brócolis – só as flores, guarde os talos pro caldo!
– 1 maço de acelga, cortado do jeito que a sua vó cortava couve – se a sua avó for mineira, claro
– 500 g de espaguete – se você quiser fazer com macarrão para yakisoba, melhor. Até parece que eu ia achar isso aqui no Uruguai!
– ½ xícara de molho de soja
– 1 xícara de água
– 3 colheres (sopa) generosas de maisena
– 1 colher (sopa) de açúcar – é, é isso mesmo, e não esqueça dele
– Mais ou menos 1 colher de sopa de gengibre ralado fininho (opcional porém essencial na minha opinião)

Modo de preparo:

Corte a carne em cubinhos ou em tirinhas e tempere com alguma pimentinha esperta. Corte o bacon em cubinhos (ou compre o que já vem em cubinhos). Refogue e avalie se precisa de sal. Eu não coloquei, porque achei que o sal do bacon deu conta do recado. Reserve.

Corte todas as verduras. Enquanto está cortando tudo, coloque a água do macarrão para ferver, porque sempre demora mais do que a gente imagina que vai demorar, é incrível.

Em uma panela grande, refogue a cebola com um pouquinho de azeite e acrescente a cenoura, porque ela precisa de mais tempo. Acrescente a carne e dê uma boa mexida.

Faça o molho, misturando em uma cumbuca/tigela/bowl/whatever o molho de soja, a água, o açúcar, a maisena e o gengibre. Misture bem até dissolver a maisena e despeje sobre as verduras.

Quando a cenoura já tiver amaciado um pouquinho (coisa de 5/10 minutos), coloque o brócolis, o pimentão e o repolho roxo e deixe cozinhar por mais uns outros 5 minutinhos. Agora é hora de acrescentar a acelga, mexendo sempre. Não se assuste com o volume. A acelga vai murchar MUITO, mas a ideia é essa mesmo. Quando a acelga murchar e o seu molho estiver meio grossinho no fundo, desligue o fogo.

Com sorte, a água do macarrão já vai ter fervido. Coloque o macarrão na panela, salgue a água e cozinhe conforme as instruções do pacote. Escorra o macarrão, acrescente o molho quente e se empanturre!!!