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Quiche Lorraine

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Quiche Lorraine

Nessa ida a Brasília ganhei um presente maravilhoso da minha tia Paula: o livro do Gui Poulain, Cartas Amarelas! Além do autógrafo maravilhoso, o livro é lindo de tudo quanto é jeito. Claro que já estava agoniada querendo começar a fazer receitas dele – para começarmos as Tertúlias de Tortas, resolvi fazer a receita de Quiche Lorraine, porque é uma das minhas tortas favoritas!

Segui a receita quase à risca – mudei o jeito de abrir a massa, porque não queria sujar a bancada! Como esperado, ficou sensacional. O mais legal é que é uma delícia quente E em temperatura ambiente. Essa receita rendeu seis porções – almoço, jantar e almoço de novo! E ninguém reclamou de comer a mesma coisa três vezes seguidas… 😉

Para a massa

250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga sem sal gelada, cortada em cubinhos
2 colheres (chá) de sal – da próxima vez, vou usar uma colher só, achei a massa um cadinho salgada
1 colher (chá) de açúcar
1 gema de ovo
50 mL de água

Para o recheio

300 g de bacon, cortado em cubinhos
1 cebola, cortada em cubinhos
3 ovos
250 g de creme de leite
sal, pimenta-do-reino e noz-moscada
150 g de queijo gruyère, ralado grosso – tenho certeza que dá pra usar a boa e velha muçarela aqui sem problemas

Quiche Lorraine

Comece fazendo a massa. Com um fuê, misture a farinha de trigo, sal e açúcar. Coloque a manteiga e, com a ponta dos dedos, amasse até formar uma farofinha úmida. Acrescente a gema e a água e amasse só até conseguir formar uma bola – não sove, para que a massa não fique dura! Envolva em um plástico-filme e leve para a geladeira por uns 20 minutos, para descansar.

Isso é o oposto do que você vai fazer, porque agora é hora de cortar o bacon em cubinhos! Frite em fogo baixo, com paciência, para que a gordura do bacon derreta bem. Quando o bacon tiver bem fritinho, retire um pouco da gordura que ficou na panela, acrescente a cebola picadinha e doure no restinho de gordura do bacon. Reserve o bacon e a cebola em um prato, tentando não beliscar muito até a hora de montar a torta.

Em uma tigelinha, bata os ovos com o creme de leite e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Tire a massa da geladeira. O jeito normal de abrir é polvilhando a bancada com farinha e usando o rolo. Pra reduzir a bagunça, eu cortei duas folhas de papel manteiga em um tamanho maior do que a minha forma (que tinha 23 cm), coloquei a massa entre as duas folhas e usei um rolo para abrir. Daí tirei o papel de cima, coloquei a forma sobre a massa, girei todo mundo e a massa ficou certinha na forma! (E, lógico, tirei a segunda folha de papel manteiga).

Montar a torta é muito fácil: coloque o refogadinho de cebola e bacon, cobrindo bem o fundo, despeje a mistura de ovos e creme de leite e cubra tudo muito bem com o gruyère ralado!

Leve ao forno preaquecido por uns 40 minutos, mais ou menos, ou até que tudo fique douradinho e firme! Você pode atacar assim que sair do forno (foi o que fizemos aqui) ou esperar esfriar e comer em temperatura ambiente (o que também fizemos aqui :D)

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Sopa de Cenouras Assadas

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Sopa de Cenouras Assadas

Cenouras bonitas no mercado, com aquela cara de “me compre”. Era a hora de fazer uma receita que tinha pinado há séculos. Sabe aquelas receitas que você acha que vai dar super certo, mas rola uma certa preguicinha de fazer? Então.

Mas a preguiça era besteira minha, porque ela é bem fácil – e maravilhosa! Sem dúvida, essa é uma das sopas mais interessantes que já fiz, provando mais uma vez que Patricia Scarpin é uma gênia. ❤ Pra variar, dei uma leve modificada na receita, porque sou enxerida.

A receita é vegetariana, mas para veganizar basta trocar o creme de leite por um creme de soja/arroz/etc.

Você vai precisar de

1 kg de cenoura – descasque e corte em pedaços grandes

350 g de cebola – mesmo esquema

Mais ou menos umas 3 colheres (sopa) de azeite

sal e pimenta-do-reino (botei páprica também)

Uns 5 dentes de alho, com casca e tudo (da série: coisas que pensei em colocar enquanto preparava a foto dos ingredientes 😀 )

1 colher (chá) de cominho em pó

1,5 litros de caldo de legumes – usei o caseiro, concentrado, e completei com água

250 mL de creme de leite fresco (ou um substituto vegano, se for o caso)

Coloque as cenouras, as  cebolas e os alhos com casca e tudo em uma assadeira. Despeje o azeite, o sal, a pimenta-do-reino, a páprica e o cominho. Misture bem e leve ao forno pré-aquecido por mais ou menos 40 minutos, ou até que a cenoura esteja macia.

Sopa de Cenouras Assadas

Quando ela estiver macia, coloque os ingredientes da assadeira em um processador/liqui, acrescente o caldo e bata. Eu, a #semliqui, coloquei tudo na panela mesmo e usei o mixer (amor eterno).

Quando tudo estiver bem batido, acrescente o creme de leite e aqueça a sopa até levantar fervura. Sirva imediatamente.

Creme de Abóbora com Gorgonzola

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Creme de Abóbora com Gorgonzola

Está frio aí? Aqui está GELADO! Com a chegada oficial do inverno, é hora de uma temporada de sopas no Tertúlias! 🙂

Esta receita está guardada tem um tempinho. Fizemos quando a Tia Leo veio nos visitar ANO PASSADO. Aqui ainda estava frio, mas como já estava um calorão danado no Brasil, achei melhor não ostentar 😀

Quem fez, fez mesmo, foi a Tia Leo. Meu papel na execução da sopa foi tirar foto, dar pitaco e beber vinho! Tinha um pouco de birra com abóboras, porque achava chato de lidar, mas ela me ensinou o método FÁCIL: cozinhe com casca e tudo, depois retire a polpa! Duh! Muito mais fácil!

Você vai precisar de:

1 abóbora cabotiã média, cortada em pedaços (mas com casca, bem mais fácil)

2 tabletes de caldo de legumes, ou um litro do Caldo de Legumes caseiro (que não tinha pronto, #vergonha)

50 ml de creme de leite de caixinha ou fresco

60 g de queijo gorgonzola

Salsinha, cebolinha, etc, para servir

Corte a abóbora em pedaços grandes – A Tia Leo mandou avisar que tem que lavar antes, viu? 😀

Coloque os pedaços na panela de pressão e cubra-os com o caldo de legumes. Tampe a panela e espere pegar pressão. Quando isto acontecer, conte mais ou menos 8 minutinhos. Enquanto isso, esmague o gorgonzola, meça o creme de leite e pique as salsinhas. Desligue e espere sair a pressão.

Abra a panela e retire os pedaços de abóbora. Reserve o caldo do cozimento, porque vamos usar uma parte (ou quase todo). Agora que elas estão cozidas, fica muito mais fácil raspar a polpa!

Coloque as abóboras aos poucos no liquidificador, usando um pouco do caldo para bater – a textura deve ser um purê mais líquido, sabe? Precisei fazer este processo duas vezes para dar conta de toda a abóbora.

Creme de Abóbora com Gorgonzola

Volte o purê para a panela. Acrescente o creme de leite e o gorgonzola. Misture bem e deixe esquentar.

Acrescente as cebolinhas/salsinhas picadas e sirva com torradas! Aqui, comemos com o Pão Apressadinho, na versão integral!

Quiche de Bacalhau

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Quiche de Bacalhau

Aqui no Uruguai só encontramos bacalhau na Páscoa. E o pior, é quase impossível encontrar bacalhau bacana, a maioria é aquele fininho e chato de lidar! 😦 Mas obviamente isso não me impede de comprá-lo quando aparece – você disse bolinhos? Bacalhoada? Basicamente qualquer coisa que leve bacalhau?

Procurando algo diferente, encontrei esta receita no Receitas de Minuto. Ficou muito gostoso – um jeito bem mais leve de comer bacalhau!

Para uma quiche de 22 cm, você vai precisar de:

1 xícara de farinha de trigo

80 g de manteiga gelada

1 gema

1 pitada de sal

Para o recheio:

½ xícara de alho-poró ou cebola

Mais ou menos 10 azeitonas

200 g de bacalhau dessalgado e desfiado

1 xícara de creme de leite

2 ovos

pimenta-do-reino, noz-moscada e páprica

Comece fazendo a massa, que é praticamente a mesma da empada de queijo. Em uma tigela, coloque a farinha, o sal e a manteiga. Incorpore os ingredientes, esmagando os pedacinhos de manteiga com a ponta dos dedos até obter uma farofinha. Acrescente a gema e misture até obter uma massa. Se o clima estiver muito seco, você pode precisar colocar algumas colheres de água para dar o ponto.

Abra a massa sobre uma forma de 22 cm, pressionando bem no fundo e nas laterais. Fure toda a massa com um garfo, liberando bem qualquer instinto assassino reprimido, e leve para assar em forno preaquecido por 15 minutos. Retire e reserve.

Quiche de Bacalhau

O recheio é bem prático: refogue o alho-poró e as azeitonas até que murchem. Junte o bacalhau desfiado e tempere com pimenta-do-reino, noz-moscada e páprica. Dê uma provadinha para ver se precisa de sal.

Retire do fogo, misture o creme de leite e deixe esfriar antes de acrescentar os ovos – você quer comer quiche, não ovos mexidos! 😀

Depois de misturar os ovos, despeje o recheio na massa e leve para assar por mais ou menos 40 minutos, ou até dourar e firmar. Espere uns cinco minutinhos antes de cortar e sirva com salada!

Cheesecake Romeu e Julieta

Cheesecake Romeu e Julieta

Antes de chegar para me visitar, a Lê (também conhecida como a irmã do Laudinho, que por sua vez é conhecido como meu pai) me mandou um whatsapp assim: “quero te explorar, pode?”. Eu imediatamente pensei o óbvio: “lá vem”. E vinha mesmo: “faz cheesecake? 😀 ”.

Acho que a penúltima vez que fiz essa receita foi antes de mudar pra cá! Tinha me esquecido do quanto ela era fácil! Quem nos ensinou a fazer foi a Simone, uma amiga da mamãe.

Para completar, encontrei um restinho de goiabada cascão no freezer – derreti para fazer a cobertura (daí o nome da receita) e ficou FABULOSO! Se você não tiver goiabada, não se desespere: use sua geleia favorita.

Para a massa, você vai precisar de:

200 g de biscoito maisena
100 g de manteiga derretida

Para o recheio:

1 pacote de gelatina em pó incolor e sem sabor (12 g)
½ xícara de água para hidratar a gelatina
Mais ou menos 400 g de ricota
1 caixinha de creme de leite
1 lata de leite condensado
Raspas de 1 limão
Suco de 1 limão

Para a cobertura, basta um vidro de geleia da sua preferência (as vermelhas ficam mais bonitas). Ou você pode usar pedaços de goiabada cascão (eu fui no olho, mas era um pedaço de mais ou menos 10 x 10 cm)

A massa é aquela coisa básica de sempre: bata o biscoito no liquidificador até formar um pó. Quebrar bem o biscoito antes ajuda muito na tarefa, mas eu sempre esqueço disso e sofro. Coloque numa vasilha junto com a manteiga derretida e misture com o garfo, formando uma farofa.

Se você tiver uma assadeira de fundo removível, melhor. Eu não tenho, então fui no pirex mesmo! Espalhe a farofinha apenas sobre o fundo da assadeira/pirex/etc, alisando bem. Leve ao forno por uns 10 minutos e reserve.

Enquanto a base esfria, prepare o recheio. A receita original diz para hidratar a gelatina com água e dissolver em banho-maria. Isso é o certo. Eu fui tosquinha e derramei água fervente sobre a gelatina, mexendo bem. Não deu lá muito certo não… 😀

Quando a gelatina estiver dissolvida, bata todos os ingredientes do liquidificador até obter um creme liso e com algumas bolhinhas. Despeje este creme sobre a base já fria. Leve à geladeira até endurecer, o que deve levar umas duas ou três horas.

Enquanto o creme gela, se você estiver usando goiabada cascão, é hora de cortá-la em cubinhos e levar a uma panela com um pouquinho de água em fogo baixo. A ideia é derreter a goiabada até que ela chegue em uma consistência de… geleia, óbvio! 😀 Deixe a goiabada esfriar bem antes de colocar sobre o creme.

Se for usar geleia, acrescente umas duas colheres de água ao pote, só para amolecer um pouquinho, e espalhe sobre o creme.

Coloque o cheesecake na geladeira para endurecer a cobertura (mais ou menos uma hora) e sirva!

[Guest Post] Pirarucu Nortista

[Guest Post] Pirarucu Nortista [Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Eduardo e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Calorias: Filho, tenta tirar o couro de um pirarucu e depois vem me falar de calorias.

Trilha Sonora: Calypso (lógico!)

Essa receita é uma realização de Sâmela Ramos, paraense lá de Santarém. Os ingredientes principais, inclusive, vieram de lá.

Ingredientes:
10 kg de disposição.
500 g de filé de pirarucu.
3 bananas-da-terra maduras (banana-comprida).
4 batatas médias.
1 lata de creme de leite.
Azeitonas, pimentão, tomate e cebola.
Temperos: pimenta-do-reino, colorau, sal e pimenta calabresa e o que mais o aprouver.
Azeite
Queijo ralado (usamos muçarela, mas ficaria bom com qualquer queijo branco).

Modo de Fazer
Preliminares: cozinhe e amasse as batatas. Reserve.

O pirarucu. Queridos, ao sul das águas do Amazonas vocês até encontram pirarucu fresco no mercado. Se encontrarem, comprem, porque é um peixe muito delicioso, não importa o preparo. Se você, em um arroubo gastronômico, comprou o pirarucu fresco, possivelmente ele estará em uma bandejinha limpinho, pronto para você iniciar o preparo. Porém, se você tem uma amiga de Santarém que tem como opção comprar o peixe fresco, pescado no rio Tapajós, você terá o ~amável~ trabalho de retirar o couro do pirarucu e transformá-lo em lindos filés.

A receita começa com o preparo dos filés do pirarucu. Para temperá-los, nós usamos pimenta-do-reino, sal, colorau e pimenta calabresa. Não recomendamos o método de colocar em tapaué e sacudir, há o risco dos filés saírem da tapaué prontos para uma farofa de peixe. O passo seguinte é fritar esses filés. Na frigideira, coloque uma parte dos filés de pirarucu. Use azeite suficiente para untar o fundo da frigideira. Quando perceber que cozinhou de um lado, vire os filés. Dependendo do tamanho da sua frigideira, será um processo bem rápido. Depois de pronto, reserve.

As bananas devem ser fatiadas e depois fritas, também com pouco azeite. Precisa de um pouco de cuidado para não queimar, mas é bem tranquilo: fritou de um lado, vira; fritou do outro, tira da panela e coloca em um prato. Reserve

[Guest Post] Pirarucu Nortista

Naquela frigideira do pirarucu, refogue cebola, pimentão, azeitona e tomate. Tempere com pimenta-do-reino, sal e outros temperinhos bacanas. Depois de refogado, desligue o fogo e acrescente o creme de leite. Reserve.

Por fim, a montagem. Utilizando uma travessa de vidro (grande), faça camadas com os ingredientes na seguinte ordem: primeiro o molho, seguido do pirarucu, das bananas e, por último, a batata amassada. Cubra com queijo. Com o prato montado, coloque no forno pré-aquecido por uns 10 ou 15 minutinhos. É só o tempo de derreter o queijo e dar uma grelhada. Usamos arroz para acompanhamento, mas é opcional.

Lógico que um peixe com esse nome não deixaria de ter bons comentários no processo. Por exemplo, vocês sabiam que em Goiânia há criadouros de Pirarucu? Então, Sâmela, que já morou em Goiânia, nos presenteou com a seguinte pérola: “uma amiga em Goiânia fazia com um pirarucu de açude, mas eu nunca provei o pirarucu dela”.

Só uma coisa a dizer. Façam ou venham aqui provar. TUTO DE BOM!

Mousse de Chocolate Clássica

Mousse de Chocolate

No meu calendário de posts futuros, eu tinha previsto postar uma receita de forno. Aqui anda fazendo um calor INFERNAL, e a previsão do tempo diz que vai piorar… Ou seja: ligar o forno não é uma opção.
Assim, achei que era o momento adequado de trazer uma receita clássica, bem fácil e que só precisa um pouquinho de fogão ou de micro-ondas, se você for desses! Esta é a versão da mamãe, que vai pouco açúcar. Eu não sinto falta, mas você pode dobrar a quantidade sem problemas! Fiz para o Ano Novo e já estou com vontade de fazer de novo…. 😀

Para conhecer a felicidade em forma de mousse, você vai precisar de:
200 g de chocolate (eu usei o 70%, porque prefiro mais forte. Você pode usar o que preferir)
250 ml de creme de leite fresco ou de caixinha
2 gemas
30 ml de licor (totalmente opcional – eu usei Amaretto)
3 claras
3 colheres de açúcar

Para começar, derreta o chocolate COM o creme de leite. Sim, você pode fazer isso no micro-ondas. Eu sou #vó e não uso micro-ondas, mas não julgo (muito) quem usa. Mentira, julgo sim, mas tudo bem!
Em uma tigelinha, bata levemente as gemas e acrescente-as ao creme de chocolate. Esta também é a hora de adicionar o licor, se estiver usando. Reserve.
Bata as claras em neve. O truque é colocar as claras em uma tigela COMPLETAMENTE seca e acrescentar uma pitada de sal antes de começar a bater. Bata muuuuuuuuito, e acrescente o açúcar aos poucos. Você sabe que está pronto quando consegue inverter a tigela de cabeça pra baixo e a clara não cai. Sim. Isso é um fato comprovado na minha cozinha toda vez que bato claras, não é só coisa de programa de culinária! 😀
Junte as claras ao creme de chocolate em movimentos delicados. Não seja afobado/a, para não perder a textura aerada que é a graça da coisa. Misture tudo até que não consiga ver pontos brancos.
Coloque nos potinhos em que for servir ou em um pirex. Leve à geladeira por pelo menos seis horas e seja feliz!

Panetone Gourmetizado, Porém Gostoso

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Talvez você tenha recebido uns panetones sem graça no amigo oculto da firma e não saiba o que fazer com eles. Ou talvez você tenha sido convocado a levar uma sobremesa para a ceia de Natal, mas tem horror a pavê e rabanada. Ou ainda uma combinação dos dois. Uma hipótese menos provável é que você, como eu, ame panetone, ame ganache e tenha uma mente obesa. Todas estas são ótimas razões para testar esta receita!

Como não estava num espírito completamente chutador de balde, fiz UM minipanetone recheado. Autocontrole aqui é mato! (#sqn). Se você quiser fazer esta receita com um panetone de 500 g, multiplique todas as quantidades por cinco.

Para um MINIPANETONE, você vai precisar de:

50 g de chocolate em barra – eu usei chocolate 70%, mas você pode usar o que preferir
50 g de creme de leite fresco ou de caixinha (dizem que com o de lata não funciona – aqui não tem creme de leite em lata, só o fresco mesmo, então não sei)
20 g (ou “um punhadinho”) de nozes picadas
Frutas vermelhas para decorar.

Comece fazendo a ganache – que, pelo nome, parece um treco mega difícil e na verdade é a coisa mais fácil do planeta. Em uma tigela, coloque o chocolate picado e reserve. Esquente o creme de leite em uma panela até começar a fazer borbulhinhas nos lados. Despeje o creme de leite sobre o chocolate picado, espere alguns segundos e misture bem até derreter tudo. PRONTO. É isso a ganache. Acrescente as nozes picadas e reserve. Ela vai engrossar enquanto esfria, então não se apoquente.

Enquanto a ganache esfria, corte uma tampa do panetone e “cave” por dentro – veja a foto, vai ser bem mais fácil.

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Discretamente, coma o miolinho que você retirou enquanto espera a ganache esfriar. Recheie o panetone e passe um pouco de ganache na tampa, para “colar” na base.

Cubra o panetone com o resto da ganache, decore com frutas vermelhas e leve à geladeira até o recheio firmar bem. Tente não devorar tudo de uma só vez, é feio.

[Guest Post] Dip de Alcachofras com Espinafre

[Guest Post] Dip de Espinafre com Alcachofra

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Sabe aquele restaurante com temática americana, o Applebee’s? Pois então, fui visitá-lo quando meus pais estiveram por Campinas e ficamos fascinados numa espécie de gratinado de alcachofra e espinafre que eles serviram como “dip” para acompanhar as tortilhas.

Como o restaurante é meio caro e não existe em Passos, corremos pra internet para aprender a receita. Adaptamos daqui e ficou MARAVILHOSO. Vamos lá!

Tempo de preparo: 1 hora

Ingredientes:
200 g de creme de leite fresco
50 g de manteiga
1 xícara de chá de parmesão ralado
280 g de espinafre picadinho (essa medida é a que está na receita; nós não pesamos)
1 potinho de fundo (ou coração) de alcachofra em conserva escorridos e picados
1 xícara de chá de parmesão ralado (usamos mais, hihi)
1/2 xícara de chá de mussarela ralada (usamos mais =X)
3 dentes de alho amassado
115 g de cream cheese

Modo de Preparo:
Zero complicação. Enquanto seu forno aquece a 220 graus, pegue uma panela e aqueça a manteiga com o creme de leite, misturando bem. Ferveu? Desligue e adicione o parmesão, misturando. Misture esse molho e o restante dos ingredientes na própria panela mesmo e experimente o sal. Normalmente o sal dos queijos já dá conta do recado, mas fica a seu critério. Coloque tudo num refratário e leve ao fogo para gratinar. Sirva com aqueles Doritos sem sabor ou se arrisque a preparar suas próprias tortilhas! Isso fica pra uma próxima receita ;D
Bom apetite!

[Guest Post] Carne ao Molho de Mostarda da Ostentação

[Guest Post] Carne ao molho de mostarda

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. Fizemos aqui em casa também, quando a Anna veio visitar, e digo o seguinte: é obsceno de bom!]

Tempo de preparo: 40 minutos

Trilha sonora: Janis Joplin (YEAAAAH, HONEY!).

Ingredientes:
• 600 g de alcatra [pode ser qualquer outra carne MACIA: contrafilé, filé mignon, etc. Até coxão mole fica bom];
• 1 cebola média partida em pétalas;
• 1 caixa de creme de leite;
• Alcaparras;
• Mostarda ;
• Azeite;
• Temperos: alho, molho shoyu, pimenta do reino, pimenta calabresa, noz moscada.

Modo de Preparo:
Diferentemente das outras receitas que postei, esta exige poucos ingredientes, sendo bem mais rápida e fácil de executar. É uma sugestão bem em conta, que sempre agrada e impressiona quando você precisa receber aquela galera de surpresa em casa. Mais uma vez, devo esta receita à senhora minha mãe, Ana Lucia.

Basicamente o que você precisa fazer é cortar sua carne em tiras (ou cubos) e jogar tudo dentro de uma “tapaué”. Em seguida, adicionar a cebola cortada em pétalas (ver fotos), alho amassado, esguichos generosos de molho shoyu (aproximadamente 1/2 xícara) e temperos a gosto (pimentas e noz moscada).

Nos temperos você pode soltar a imaginação, só NÃO use sal: o shoyu dá conta do recado e você sempre pode adicionar mais, caso sinta falta ao longo do preparo. Minha técnica preguiçosa e eficiente de temperar a carne envolve tampar a referida tapaué e sacudi-la como se não houvesse amanhã.

Feito isso, basta refogar a carne na panela com azeite e esperar até que ela seque um pouco. Quando restar somente um pouco de água, jogue as alcaparras e a mostarda a gosto.

Minha mãe falaria: “Maneire na mostarda, senão fica forte!”. BOBAGEM, pode tacar mostarda e pedir licença para a sua gastrite! O ideal, no entanto, é você ir jogando aos poucos e provar parar ver se está do seu agrado. Só cuidado pra não acabar com a carne!

[Guest Post] Carne ao molho de mostarda

Quando tudo estiver bem quente, é só abaixar o fogo e adicionar o creme de leite, sempre mexendo. Vá dando umas experimentadas no molho e acertando o sal, se necessário. Após o creme começar a borbulhar, o prato está pronto para ser servido.

Como acompanhamento, sugiro fortemente torradas! Aqui em casa fazemos com pão velho, margarina e orégano. Estranhamente, é difícil encontrar torradas prontas nos supermercados de Campinas. As torradas que existem, em geral, são industrializadas e caras. Dessa forma, a opção caseira é bem mais interessante. Cerveja antes, durante e depois do preparo é sempre bem-vinda!