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Anéis de Pimentão Recheados

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Anéis de Pimentão Recheados

Nostalgia de comida. Não é uma coisa que eu tenha com muita frequência, mas de vez em quando sinto uma saudade de algumas receitas que comi quando criança e nunca mais ninguém preparou. Sabe, como pavê de biscoito champagne.

Dessa vez, o sentimento foi bem estranho: me deu saudade de uma receita que minha mãe deve ter feito uma vez só na vida E QUE EU NEM GOSTEI. Ok, eu sei que isso pode ser um sinal de loucura. Mas fiquei pensando em pimentões recheados por uns dias e resolvi fazer algo a respeito.

A ideia para essa versão veio, pra variar, enquanto eu procrastinava algum trabalho olhando receitas no Pinterest. Achei que ia fazer exatamente igual a essa receita, mas acabei fazendo bem diferente 😀

Para duas pessoas com fome, você vai precisar de

2 pimentões grandes – da cor que você preferir/a que estiver em promoção no mercado
400 g de carne moída
1 ovo
¼ de xícara de parmesão ralado fininho
1 cebola cortada em cubinhos
Alho a gosto – usei vários!
½ maço de salsinha picadinha
Sal, pimenta-do-reino, páprica picante, pimenta calabresa e mostarda em pó
400 mL de molho de tomate – eu usei passata mesmo #preguiças
Mais ou menos 300 g de muçarela

Anéis de Pimentão Recheados

Corte os pimentões em fatias grossas, de uns 2 dedos de altura – eu consegui três fatias por pimentão. Reserve. Corte as pontinhas que sobraram do pimentão em cubinhos.

Em uma tigela, misture a carne moída com o ovo e o parmesão ralado fininho. Acrescente a cebola, as aparas do pimentão, o alho e a salsinha. Tempere bem com sal e pimenta-do-reino. Eu, pra variar, coloquei páprica e outros temperos (pimenta calabresa e mostarda em pó). Reserve.

Recheie os anéis de pimentão com a carne moída. Seja delicado: se você SOCAR a carne moída, o pimentão vai quebrar! 😀

Em uma frigideira/chapa bem quente, sele os anéis recheados por 3 minutinhos de cada lado.

Coloque o molho de tomate em um refratário e vá colocando os anéis assim que eles estiverem selados. Cubra com a muçarela – eu usei a fatiada, porque era o que tinha em casa, mas acho que derreteria melhor se tivesse usado a muçarela ralada grossa.

Leve para assar em forno pré-aquecido por mais ou menos 30 minutos e sirva!

FREEZER: Congele pronto para assar: cubra um refratário (eu usei aquelas quentinhas de alumínio mesmo!) com o molho de tomate, coloque os anéis já selados, cubra e congele. Quando for usar, descongele, cubra com o queijo ralado e asse normalmente.

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Bolovinhos de Codorna

Bolovinhos de Codorna

Quem nunca ouviu falar de bolovo, aquele petisco lendário, porém nunca visto num bar minimamente decente? Por minimamente decente, entenda-se copo sujo de faculdade, aquele toscão mesmo 😀 Esta é a versão phyna do petisco mais pé-sujo do mundo!

O bolovo tradicional, feito com ovo de galinha, é gigante ­­– deixa de ser petisco e vira refeição completa, na verdade. Nunca cogitei fazer até que vi uma receita do Rolê Gourmet  que usava ovo de codorna! Virou um clássico aqui de casa!

Para 15 bolovinhos, você vai precisar de:
400 g de carne moída, mais ou menos, temperada com sal, páprica, pimenta do reino e o que mais você achar necessário
15 ovos de codorna, cozidos e descascados

Para empanar:
Farinha de trigo
Farinha de rosca
Ovo de galinha normal mesmo 😀

Para fritar:
MUITO óleo.

Eu cozinhei os ovos de codorna por 7 minutos, mas foi totalmente no chutômetro. Se você souber o tempo certo de cozinhar, coloque nos comentários, por favor! Enquanto você espera os ovinhos cozinharem, tempere a carne moída como desejar e reserve.

Com uma paciência que você não sabia que tinha, descasque os ovos de codorna cozidos. É IMENSAMENTE chato fazer isso, mas o resultado compensa.

Para montar é fácil: passe um ovinho na farinha de trigo. Abra um disco de carne moída na palma da sua mão e coloque o ovinho enfarinhado lá dentro. Feche e faça uma bolinha. Eu dei uma apertadinha no bolinho pra compactar, achei que ia ficar melhor na hora de fritar.

Bolovinho de codorna

Passe o bolinho pela farinha de trigo, depois pelo ovo e finalmente pela farinha de rosca. Reserve em um pratinho. Quando todos os bolinhos tiverem empanados, frite-os em bastante óleo – tem que ser por imersão mesmo, nada de murrinhar!

Sirva com uma quantidade inadequada de cerveja e um molhinho de pimenta! 🙂

[Guest Post] Charutos “Larga Mão”

[Guest Post] Charuto

[Nota: Esta receita foi feita pela Tia Dona Mãe do Rafa
e escrita pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. E este foi o primeiro guest post da página, ou seja: este é um guest post INCEPTION – o primeiro de vários!]

Podem falar que é marmelada, que é nepotismo, mas o fato é que não tinha como não postar essa receita da minha mãe!

Tempo de preparo: vixe…

Calorias: amg não tem ninguém contando

Ingredientes:
1 kg de carne moída
2 xíc. de arroz
Bacon a vontade
1 repolho
Temperos: limão, pimenta do reino, alho, cebola e sal.

Dentre as desvantagens de se morar longe de casa, uma das maiores é, sem dúvida, o desejo irrealizável de comer aquele prato especial da sua mãe. Mas a vida é feita de lutas, meus caros. O sonho de ontem é a realidade do amanhã! Sendo assim, imbuído desse espirito saudosista, liguei para a minha progenitora, a fim de que ela me ensinasse a fazer CHARUTOS. Pois bem. Fui atendido e, após alguma insistência, a explicação começou. Eu já podia sentir o cheiro do delicioso quitute árabe sendo preparado. Ledo engano. Eu estava apenas na minha 34ª pergunta sobre como cortar os repolhos quando minha mãe disse: “Olha, você pode fazer assim e assado…ou então, larga mão Rafael. Muito complicado. Faz outra coisa, tá?” Meu mundo caiu. Desconsolado, fui fazer outra coisa, pois pedido de mãe a gente tem de acatar. Contudo, não desisti antes de arrancar a promessa de que faríamos o prato juntos, na minha próxima visita. Bem, finalmente a minha hora chegou e, após muitas risadas, fotos e cervejas com minha mãe, estou aqui para ensinar-vos a preparar charutos.

A primeira coisa é o recheio. Essa parte é bem simples, pois basta misturar a carne, o arroz e os temperos a gosto. A parte mais complicadinha, porém totalmente factível, é cortar as folhas do repolho. Prepare uma panelona com água quente e deixe ela lá no fogo. Comece cortando o talo da folha do repolho na parte de baixo (ver foto 1) e vá destacando as folhas com muito cuidado para que elas não se rasguem. Caso elas estejam se rasgando com muita frequência, mergulhe o repolho inteiro na água quente e deixe um minutinho. Prossiga retirando as folhas. Tenha em mente que uma folha rende 2 charutos médios. Corte a parte mais saliente do talo (ver foto 2) e jogue a folha na água quente por uns 5 minutos, para dar uma amolecida. Cuidado para não deixá-la muito molenga. Em seguida, divida a folha ao meio, removendo o restante do talo (foto 3).

Ufa! Agora é montar o charuto propriamente dito: coloque o recheio por cima da folha (ver foto 4) cobrindo-o com a parte de baixo e dobrando as laterais (ver foto 5). Termine de enrolar com a parte de cima e vire o charuto para que ele fique preso (foto 6).

[Guest Post] Charuto

Repita o processo até acabar o seu recheio ou a sua paciência, o que vier primeiro. Dá para fazer ele menorzinho, mais delicado? Fiquem com a resposta da minha mãe: “Até dá, mas eu não vou ficar aqui enrolando charutos o dia inteiro”.

Agora é só alegria: organize os charutos na panela fazendo camadas de charuto e de tomate com cebola. Jogue um caldo de carne esfarelado na água para dar um gosto a mais. Deixe no fogo até que o arroz esteja cozido (com cuidado, abra um furinho em um dos charutos para verificar). Acabou? Polvilhe queijo por cima se quiser e aí é só servir.

Kibe de Forno

Kibe de Forno

Trilha Sonora: Ojos Así, da Shakira
Tempo de preparo: 20 minutos para hidratar o trigo, 20 minutos para temperar e brincar de massinha com a massa, 40 minutos de forno

Ingredientes:

500 g de trigo para kibe
1 kg de carne moída
1 cebola grande ou 2 médias [fica mais gostoso com cebola roxa, mas não achei ontem no mercado]
+/- 1 colher (sopa) de menta picada [o certo é hortelã, mas aqui não tem – já fiz sem nada também e fica muito bom do mesmo jeito].

Os seguintes temperos, na quantidade que você achar adequada (aqui em casa, a quantidade é cavalar para tudo menos o sal)

Sal
Pimenta do reino moída na hora
Páprica doce
Páprica picante
Pimenta caiena
Cominho
Pimenta síria
Noz-moscada
Canela

Modo de preparo:

Coloque o trigo de molho em água suficiente para cobri-lo. Não coloque muita água para que o passo de escorrer o trigo não seja um inferno na sua vida. Deixe de molho por mais ou menos vinte minutos. Aproveite para picar a cebola (eu gosto de kibe com cebola pedaçuda, mas vai do gosto de cada um) e a hortelã/menta. Se você estiver fazendo esta receita no dia mais frio do ano, como eu, fica a dica de tirar a carne moída da geladeira, para não congelar a mão. ¬¬

Passados os vinte minutos, escorra o trigo. Eu coloquei em um escorredor de macarrão e fui amassando para extrair a água. Deu certo. Coloque o trigo, a cebola, a carne e os temperos em uma tigela grande e divirta-se amassando tudo muito bem. Se você não tiver frescura com carne crua, pode provar ou comer kibe cru. Brinque de massinha com a massa, fazendo esculturas toscas até alguém entrar na cozinha ou seu estômago roncar, o que acontecer primeiro.

Coloque a massa em uma assadeira untada com azeite e alise a superfície para ficar retinha. Eu costumo forrar a assadeira com papel alumínio, para facilitar a limpeza depois (e facilitar o congelamento também). Corte em quadrados e regue com azeite.

Leve ao forno pré-aquecido por mais ou menos 40 minutos. Eu costumo fazer a receita inteira e congelar boa parte, então asso o que for ser congelado por 30 minutos, para evitar que ele esturrique quando for reaquecido.