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Creme de Alho-Poró e Batatas

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Sopa de Batata e Alho Poró

Procurando uma receita para fechar bem a temporada de sopas, achei uma perdida no meu Pinterest. Como era do Chef John, não tinha como ser ruim, né? Então lá fui eu pro mercado comprar um ingrediente que quase nunca uso – alho-poró. Não tem nenhum motivo especial para não usar muito, só falta de hábito mesmo!

Como não tenho costume de cozinhar com esse ingrediente, nunca crio grandes expectativas em relação ao resultado. Assim, foi um quase choque descobrir o quão boa era essa sopa!!! Apenas a melhor que já fiz – e uma das melhores que já comi, modéstia à parte. Foi imediatamente alçada à condição de comfort food.  

Para reproduzir essa maravilha, você vai precisar de:

1 colher (sopa) de azeite

150 g de bacon (o Chef John usou prosciutto, e bem menos, mas aqui não trabalhamos com pouco bacon. Para veganizar a receita, ele sugere trocar o bacon por shiitake!)

6 alhos-porós (sem as folhas)

1,5 litros de caldo de carne (usei o caseiro, concentrado. Para veganizar, você pode usar o Caldo de Legumes ou um cubinho)

4 batatas médias

Sal, pimenta-do-reino, pimenta caiena

25o mL de creme de leite (para veganizar, creme de soja/arroz, etc)

Sopa de Alho Poró e Batata

Corte o alho-poró em pedaços médios e enxágue bem, para tirar um eventual restinho de terra que a gente realmente não quer sentir na sopa.

Coloque o bacon (ou o shiitake) e o azeite na panela da sopa e frite. Quando o bacon estiver meio frito, coloque o alho-poró e dê uma refogada de uns 2-3 minutos, só pra fazer uma graça. Coloque o caldo, tempere com sal, pimentas e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos.

Enquanto cozinha, descasque e corte as batatas – deixe-as de molho em água para não escurecer.

Passados os 30 minutos, coloque as batatas e deixe cozinhar até que fiquem macias – se achar necessário, complete com mais água.

Quando as batatas estiverem macias, use o liquidificador (ou o mixer!) para bater bem a sopa. Volte a sopa à panela, acrescente o creme de leite e aqueça até começar a ferver. Sirva imediatamente, pensando “gente, mas fui eu que fiz isso mesmo? Eu sou o máximo, nossa, quem é Masterchef perto de mim, etc” 😀 😀 😀

Frico

Frico

Na primeira vez que o Sky viajou pra ver a família, eu aproveitei para testar váááárias receitas que tinha pinado. Todo dia era uma receita nova! Pena que na época o Tertúlias não existia, senão eu teria várias fotos já prontas pra postar! 😀

Como toda fase de testar receitas, algumas não dão certo, outras são só ok, e algumas poucas fazem você falar OMG COMO EU VIVI SEM ISSO?

Frico é uma delas.

Eu sei que não é uma receita assim… bonita. Essa foto aí foi a menos esquisita que consegui – no La Cucinetta, de onde veio a receita, tem uma foto melhorzinha. Mas gente, é batata. É queijo. Sério que você está preocupado com a cara da receita? 😀

 

Para uma pessoa comer bem, você vai precisar de

1 colher (sopa) de manteiga

½ cebola, cortada em meias-luas finas

1 alho – opcional, mas gente, alho é amor.

1 batata média, fatiada bem fininha

Mais ou menos 1 xícara de caldo de legumes (sim, você pode usar o industrializado, mas pra quê?)

Sal e pimenta do reino a gosto (eu sempre coloco páprica também)

Várias fatias de qualquer queijo que derreta bem.

 

Frico

Essa receita é bem fácil e rápida (solteiros, universitários e preguiçosos em geral, é hoje!).

Em uma frigideira que caiba todos os ingredientes, derreta a manteiga e refogue a cebola e o alho.

Junte a batata, o sal e a pimenta, misture tudo muito bem. Cubra com o caldo de legumes (se não cobrir as batatas, acrescente mais água, ninguém tá olhando).

Deixe ferver e reduza o fogo. Cozinhe em fogo baixo até que as batatas fiquem macias e que o caldinho tenha engrossado, virando um molhinho classe.

Coloque o queijo por cima (vejam na foto que eu aloprei: é assim mesmo, muito melhor) e deixe derreter e dourar nas bordas.

Seja civilizado: transfira para um prato antes de comer! 😀

Pão de Batata Recheado

Pão de Batata Recheado

Há um tempinho, Sky fez jus à sua natureza gringa: viu um saco de SEIS QUILOS de batata a um preço bom no mercado e comprou, sem pensar no que diabos nós DOIS faríamos com seis quilos de batata em casa….

Procurando receitas com batatas que pudessem ser congeladas, já que não daríamos conta de comer tudo de uma vez, encontrei esta receita no site do Edu Guedes. Nunca tinha feito nenhuma receita de lá, mas a vovó Morena tem várias revistinhas de receitas dele, então confiei! E valeu a pena, porque estes pãezinhos são deliciosos, levinhos e congelaram super bem!

Para a massa, você vai precisar de:

½ xícara de leite morno
1 colher (sopa) de açúcar
1 envelope de fermento biológico seco
2 xícaras de purê de batata (eu cozinhei um mundo de batata, amassei e medi duas xícaras – o que sobrou virou nhoque, que um dia aparece aqui….)
1 ovo
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (chá) de sal
3 a 4 xícaras de farinha de trigo (aqui usei 3 ½ , mas depende muito da sua batata, da umidade relativa do ar, etc.)
1 gema para pincelar

Mais ou menos duas xícaras de recheio. Eu usei o clássico queijo e presunto, mas pão de batata recheado de frango com catupiry é excelente!

Em uma tigelONA, coloque todos os ingredientes da massa, exceto a farinha. Dê uma misturada e prepare o muque. Acrescente umas duas xícaras de farinha, sove um pouco, e vá acrescentando farinha (e sovando) até que a massa desgrude da mão.

Quando a massa estiver soltando da mão, cubra a tigelona com um pano e deixe crescer por uns 40 minutos.

Divida a massa em 12 pedaços mais ou menos iguais. Abra uma bolinha, coloque o recheio e feche, cuidando pra que fique bem fechado (para não vazar recheio, o que aconteceu comigo porque ignorei essa parte de fechar bem!).

Macarrão da Tia Leo

Quando todas as bolinhas estiverem prontas, deixe crescer por outros 40 minutos. Pincele com a gema, coloque gergelim por cima (eu não tinha no dia, mas super recomendo). Leve para assar em forno médio por 30-40 minutos. Se for congelar, espere esfriar bem, taque tudo em um saquinho ziploc da vida e pronto!

Pão Rústico de Batata

Pão Rústico de Batata

Logo que descobri que adorava fazer pão em casa, aprendi muito lendo o blog La Cucinetta! Este é outro pão dela. Eu confesso que o método original de preparo  me deu preguiça só de ler…. Daí resolvi fazer do meu jeito.

Se você não tem batedeira com batedor em formato de gancho, prepare o muque, porque o começo da sova é difícil. Mas funciona e vale a pena! 🙂

1 ½ colher (chá) de fermento biológico seco
½ xícara de água morna – se for a água do cozimento das batatas, melhor.
500 g de batatas cozidas e amassadas (ou purê de batata que sobrou de ontem e tá lá feiosão na geladeira)
1 colher (sopa) de sal (ou 2 colheres (chá), se estiver usando purê)
3 xícaras de farinha de trigo.

Na tigela da batedeira, junte a água morna e o fermento e deixe espumar. Quando ele espumar, acrescente os demais ingredientes e leve para sovar com o batedor em formato de gancho ou com o muque.

No começo é difícil até para a batedeira potente. Você tem que dar uma forcinha, empurrando um pouquinho com uma espátula de silicone até que o trem pegue no tranco!! 😀 Não se assuste. No começo vai ser meio seco e pesadão, mas a coisa melhora à medida em que a batata vai se incorporando.

Quando você tiver uma massa lisa e elástica, pare de sovar, leve para uma tigela e deixe crescer até quase dobrar de volume.

Modele o pão como desejar e deixe crescer novamente. Aí é só assar em forno preaquecido! Como quase todos os pães, ele estará pronto quando você ouvir um som oco ao dar soquinhos na parte de baixo.

Este pão pode ser congelado por até três meses. É só assar, deixar esfriar bem e colocar em saquinhos tipo ziploc.

“Pão de Queijo” Vegano

"Pão de Queijo" Vegano

Preciso confessar que birra com certos nomes de receita. Implico com “brigadeiro” de qualquer coisa que não seja chocolate (você não chama beijinho de coco de “brigadeiro de coco”, né? Então). “Salada de tomate sem glúten” (JURA?). “Pão de queijo” vegano (se é vegano não tem queijo!).

Essa é a hora que você vai me parar e dizer “Ana, para de loucura, olha o nome da sua receita”. Pois é. Mas eu implico mesmo, me deixa.

Já tinha visto esta receita em vários blogs, mas só quando vi no blog da Sheila resolvi deixar a birra de lado e fazer, mais por curiosidade – será que fica mesmo com aquela textura?

Fica.

E pior, fica UMA DELÍCIA!

E pior, pior ainda: é fácil! Mordi a língua! 😀

Para dez pãezinhos, você vai precisar de

1 xícara de polvilho doce
½ xícara de batata cozida e amassada (ou abóbora. Ou cenoura. Ou mandioquinha. Vai dar certo.)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de fermento químico
sal e pimenta a gosto
água até dar o ponto.

Misture todos os ingredientes (menos a água) em uma tigela média. Amasse até que você não consiga incorporar os ingredientes.

Acrescente água, uma colher de sopa por vez, sovando bem a cada adição, até obter a textura inconfundível de massinha de modelar. Sim, é como fazer chipá, só que muito mais fácil de sovar!

"Pão de Queijo" Vegano

Modele bolinhas e leve ao forno preaquecido por cerca de 20 minutos, ou até dourar bem.

Coma e fique com cara de “GENTE, mas não é que é gostoso?” por algumas horas.

Você pode dobrar/triplicar a receita e congelar ¬– não vai ficar 100% igual ao fresco, mas ficou gostoso também 😀

[Guest Post] Pirarucu Nortista

[Guest Post] Pirarucu Nortista [Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Eduardo e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Calorias: Filho, tenta tirar o couro de um pirarucu e depois vem me falar de calorias.

Trilha Sonora: Calypso (lógico!)

Essa receita é uma realização de Sâmela Ramos, paraense lá de Santarém. Os ingredientes principais, inclusive, vieram de lá.

Ingredientes:
10 kg de disposição.
500 g de filé de pirarucu.
3 bananas-da-terra maduras (banana-comprida).
4 batatas médias.
1 lata de creme de leite.
Azeitonas, pimentão, tomate e cebola.
Temperos: pimenta-do-reino, colorau, sal e pimenta calabresa e o que mais o aprouver.
Azeite
Queijo ralado (usamos muçarela, mas ficaria bom com qualquer queijo branco).

Modo de Fazer
Preliminares: cozinhe e amasse as batatas. Reserve.

O pirarucu. Queridos, ao sul das águas do Amazonas vocês até encontram pirarucu fresco no mercado. Se encontrarem, comprem, porque é um peixe muito delicioso, não importa o preparo. Se você, em um arroubo gastronômico, comprou o pirarucu fresco, possivelmente ele estará em uma bandejinha limpinho, pronto para você iniciar o preparo. Porém, se você tem uma amiga de Santarém que tem como opção comprar o peixe fresco, pescado no rio Tapajós, você terá o ~amável~ trabalho de retirar o couro do pirarucu e transformá-lo em lindos filés.

A receita começa com o preparo dos filés do pirarucu. Para temperá-los, nós usamos pimenta-do-reino, sal, colorau e pimenta calabresa. Não recomendamos o método de colocar em tapaué e sacudir, há o risco dos filés saírem da tapaué prontos para uma farofa de peixe. O passo seguinte é fritar esses filés. Na frigideira, coloque uma parte dos filés de pirarucu. Use azeite suficiente para untar o fundo da frigideira. Quando perceber que cozinhou de um lado, vire os filés. Dependendo do tamanho da sua frigideira, será um processo bem rápido. Depois de pronto, reserve.

As bananas devem ser fatiadas e depois fritas, também com pouco azeite. Precisa de um pouco de cuidado para não queimar, mas é bem tranquilo: fritou de um lado, vira; fritou do outro, tira da panela e coloca em um prato. Reserve

[Guest Post] Pirarucu Nortista

Naquela frigideira do pirarucu, refogue cebola, pimentão, azeitona e tomate. Tempere com pimenta-do-reino, sal e outros temperinhos bacanas. Depois de refogado, desligue o fogo e acrescente o creme de leite. Reserve.

Por fim, a montagem. Utilizando uma travessa de vidro (grande), faça camadas com os ingredientes na seguinte ordem: primeiro o molho, seguido do pirarucu, das bananas e, por último, a batata amassada. Cubra com queijo. Com o prato montado, coloque no forno pré-aquecido por uns 10 ou 15 minutinhos. É só o tempo de derreter o queijo e dar uma grelhada. Usamos arroz para acompanhamento, mas é opcional.

Lógico que um peixe com esse nome não deixaria de ter bons comentários no processo. Por exemplo, vocês sabiam que em Goiânia há criadouros de Pirarucu? Então, Sâmela, que já morou em Goiânia, nos presenteou com a seguinte pérola: “uma amiga em Goiânia fazia com um pirarucu de açude, mas eu nunca provei o pirarucu dela”.

Só uma coisa a dizer. Façam ou venham aqui provar. TUTO DE BOM!

[Guest Post] Batatas da Perseverança

[Guest Post] Batatas da Perseverança

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Eduardo e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Calorias: as melhores.

Tempo de preparo: 1h.

Ingredientes:
Batatas médias (de preferência de tamanhos próximos)
Bacon (prefiro os mais carnudos)
Queijos (eu usei coalho e muçarela)
Temperos: azeite, pimenta do reino, sal, caldo de carne.

Para o creme de alho:
Creme de leite
Azeite
Alho

Modo de preparo

Primeiro, tenha fé!

Comece colocando as batatas para cozinhar com o caldo de carne. Eu usei panela de pressão, mas sugiro cozinhar em panela aberta, para verificar mais facilmente o ponto (Essa dica, inclusive, serve para mim mesmo). Se usar panela de pressão, não pode deixar muito tempo, 10 minutinhos de pressão no máximo. O ponto da batata é aquele em que você enfia o garfo e dá para sentir o meio da batata ainda duro. Retire a batata do fogo e passe na água fria, assim, elas esfriam um pouco e você pode passar à etapa seguinte.

Depois que as batatas estão cozidas, você vai fazer os cortes. Aqui o bicho pega. Corte a batata como se fosse fazer rodelas grossas, mas não pode transpassar a batata. É um corte suficiente para abrir espaço para as fatias de bacon e queijo.
Faça fatias finas, mas não finíssimas, de queijo e bacon. Em seguida, corte a fatias em pedações menores. Lembre-se que você vai coloca-las dentro da batata. Para introduzir na batata, é melhor um queijo mais durinho, eu usei coalho (fácil e barato no Amapá), mas você poderia usar provolone, por exemplo.

Depois de brincar de deus, você coloca a batata em uma forma untada com um pouco de azeite (eu uso forma de vidro e para esse prato recomendo muitíssimo forma de vidro. Sério!). Leve as batatas ao forno em fogo alto (eu sempre uso fogo alto, veja aí as características do seu forno).

Com as batatas no forno, você começa o preparo do creme de alho. Por conta das limitações do meu liquidificador, eu busquei uma receita de creme de alho alternativa. O Rafael é expert em fazer a tradicional, cobrem dele. Eu encontrei algumas receitas que não usam leite, mas creme de leite. Nesse caso, você descasca e macera os dentes de alho e depois mistura com o creme de leite (sem soro) e um fio de azeite. Para a porção de hoje, eu usei meia lata de creme de leite para 3 dentes de alho, mas fica a gosto. Bate tudo no liquidificador até misturar bem o alho no creme de leite. A diferença principal da receita tradicional é o sabor mais suave do creme de alho.

Voltando às batatas. O tempo de forno é o suficiente para terminar de cozinhar as batatas e tostar o bacon e o queijo dentro das batatas. Quando você perceber que está tudo assado, retire a forma do forno. Despeje o creme de alho nas batatas e jogue uma dose cavalar de queijo (aqui eu usei muçarela, mas poderia ser um parmesão). Devolva as batatas para o forno e espere gratinar. Nesse intermeio você pode ficar na porta do forno babando. Retire as batatas quando o queijo estiver douradinho. Aí é só correr para o abraço! Ah! Cuidado com o queijo quente!

Sopa de Batata e Espinafre

Sopa de Batata e Espinafre

Também conhecida como “Sopa Orgânica de Batata Vegan com Espinafre Ecológico*”

Inspirada nesta receita da Le Pixel Gourmet

Ingredientes:

6 batatas médias (não lembrei de pesar nada!)
1 alho poró
3 talinhos de aipo
1 dente de alho gorducho ou dois dos magrinhos
1 maço de espinafre

Sal
Pimenta do reino moída na hora
Cominho
Páprica picante
Pimenta caiena

Modo de preparo:

Descasque e cozinhe as batatas. Enquanto elas cozinham, lave as cascas das batatas, as folhas do alho poró e do aipo e os talinhos do espinafre – congele-os para fazer o caldo de legumes! Pique o espinafre.

Quando as batatas estiverem cozidas, bata-as no liquidificador com o alho-poró, o aipo e o alho. Enquanto bate, refogue o espinafre picado em um pouquinho de azeite. Acrescente o creme de batatas ao espinafre, tempere com sal, pimenta do reino, cominho e páprica picante até ficar do seu gosto.

Coloque na tigela de sopa, regue com um fiozinho de azeite, moa umas pimentinhas por cima, tire foto, mande pros amigos no Whatsapp tirando onda e coma!

*A piada é a seguinte: tenho paciência negativa para receitas que fazem questão de dizer que são “vegana”, “sem glúten”, “sem lactose”, “paleo”, quando só pelo título você já sabe que já são. Tipo… “salada de tomate e alface vegan, gluten-free, lactose-free”.