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Quiche Lorraine

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Quiche Lorraine

Nessa ida a Brasília ganhei um presente maravilhoso da minha tia Paula: o livro do Gui Poulain, Cartas Amarelas! Além do autógrafo maravilhoso, o livro é lindo de tudo quanto é jeito. Claro que já estava agoniada querendo começar a fazer receitas dele – para começarmos as Tertúlias de Tortas, resolvi fazer a receita de Quiche Lorraine, porque é uma das minhas tortas favoritas!

Segui a receita quase à risca – mudei o jeito de abrir a massa, porque não queria sujar a bancada! Como esperado, ficou sensacional. O mais legal é que é uma delícia quente E em temperatura ambiente. Essa receita rendeu seis porções – almoço, jantar e almoço de novo! E ninguém reclamou de comer a mesma coisa três vezes seguidas… 😉

Para a massa

250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga sem sal gelada, cortada em cubinhos
2 colheres (chá) de sal – da próxima vez, vou usar uma colher só, achei a massa um cadinho salgada
1 colher (chá) de açúcar
1 gema de ovo
50 mL de água

Para o recheio

300 g de bacon, cortado em cubinhos
1 cebola, cortada em cubinhos
3 ovos
250 g de creme de leite
sal, pimenta-do-reino e noz-moscada
150 g de queijo gruyère, ralado grosso – tenho certeza que dá pra usar a boa e velha muçarela aqui sem problemas

Quiche Lorraine

Comece fazendo a massa. Com um fuê, misture a farinha de trigo, sal e açúcar. Coloque a manteiga e, com a ponta dos dedos, amasse até formar uma farofinha úmida. Acrescente a gema e a água e amasse só até conseguir formar uma bola – não sove, para que a massa não fique dura! Envolva em um plástico-filme e leve para a geladeira por uns 20 minutos, para descansar.

Isso é o oposto do que você vai fazer, porque agora é hora de cortar o bacon em cubinhos! Frite em fogo baixo, com paciência, para que a gordura do bacon derreta bem. Quando o bacon tiver bem fritinho, retire um pouco da gordura que ficou na panela, acrescente a cebola picadinha e doure no restinho de gordura do bacon. Reserve o bacon e a cebola em um prato, tentando não beliscar muito até a hora de montar a torta.

Em uma tigelinha, bata os ovos com o creme de leite e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Tire a massa da geladeira. O jeito normal de abrir é polvilhando a bancada com farinha e usando o rolo. Pra reduzir a bagunça, eu cortei duas folhas de papel manteiga em um tamanho maior do que a minha forma (que tinha 23 cm), coloquei a massa entre as duas folhas e usei um rolo para abrir. Daí tirei o papel de cima, coloquei a forma sobre a massa, girei todo mundo e a massa ficou certinha na forma! (E, lógico, tirei a segunda folha de papel manteiga).

Montar a torta é muito fácil: coloque o refogadinho de cebola e bacon, cobrindo bem o fundo, despeje a mistura de ovos e creme de leite e cubra tudo muito bem com o gruyère ralado!

Leve ao forno preaquecido por uns 40 minutos, mais ou menos, ou até que tudo fique douradinho e firme! Você pode atacar assim que sair do forno (foi o que fizemos aqui) ou esperar esfriar e comer em temperatura ambiente (o que também fizemos aqui :D)

Creme de Alho-Poró e Batatas

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Sopa de Batata e Alho Poró

Procurando uma receita para fechar bem a temporada de sopas, achei uma perdida no meu Pinterest. Como era do Chef John, não tinha como ser ruim, né? Então lá fui eu pro mercado comprar um ingrediente que quase nunca uso – alho-poró. Não tem nenhum motivo especial para não usar muito, só falta de hábito mesmo!

Como não tenho costume de cozinhar com esse ingrediente, nunca crio grandes expectativas em relação ao resultado. Assim, foi um quase choque descobrir o quão boa era essa sopa!!! Apenas a melhor que já fiz – e uma das melhores que já comi, modéstia à parte. Foi imediatamente alçada à condição de comfort food.  

Para reproduzir essa maravilha, você vai precisar de:

1 colher (sopa) de azeite

150 g de bacon (o Chef John usou prosciutto, e bem menos, mas aqui não trabalhamos com pouco bacon. Para veganizar a receita, ele sugere trocar o bacon por shiitake!)

6 alhos-porós (sem as folhas)

1,5 litros de caldo de carne (usei o caseiro, concentrado. Para veganizar, você pode usar o Caldo de Legumes ou um cubinho)

4 batatas médias

Sal, pimenta-do-reino, pimenta caiena

25o mL de creme de leite (para veganizar, creme de soja/arroz, etc)

Sopa de Alho Poró e Batata

Corte o alho-poró em pedaços médios e enxágue bem, para tirar um eventual restinho de terra que a gente realmente não quer sentir na sopa.

Coloque o bacon (ou o shiitake) e o azeite na panela da sopa e frite. Quando o bacon estiver meio frito, coloque o alho-poró e dê uma refogada de uns 2-3 minutos, só pra fazer uma graça. Coloque o caldo, tempere com sal, pimentas e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos.

Enquanto cozinha, descasque e corte as batatas – deixe-as de molho em água para não escurecer.

Passados os 30 minutos, coloque as batatas e deixe cozinhar até que fiquem macias – se achar necessário, complete com mais água.

Quando as batatas estiverem macias, use o liquidificador (ou o mixer!) para bater bem a sopa. Volte a sopa à panela, acrescente o creme de leite e aqueça até começar a ferver. Sirva imediatamente, pensando “gente, mas fui eu que fiz isso mesmo? Eu sou o máximo, nossa, quem é Masterchef perto de mim, etc” 😀 😀 😀

Sopa de Lentilhas

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Sopa de Lentilhas

AMO lentilhas. Antes, elas eram sinônimo de ano novo: vovó sempre fazia arroz com lentilhas (e muita linguiça/bacon), “come, traz fartura no ano novo”. Além de maravilhosas, ainda traziam dinheiro? Manda mais!

Embora tenha tentado, não fiquei milionária comendo lentilhas, mas isso não é razão para não fazer essa sopa deliciosa! 🙂

A receita original pedia cogumelos, mas não usei porque odeio. Mas eles são uma ótima ideia para veganizar a sopa… 🙂

Você vai precisar de:

400 g de lentilhas

2 cebolas médias

1 cenoura grande

150-200 g de bacon (a receita original pedia só 50 g, porque usava cogumelos também – troque por cogumelos para veganizar a receita)

1 litro de caldo de carne (usei o caseiro, concentrado, e completei com água -para veganizar a receita, você pode usar o caldo de legumes caseiro ou um cubinho de caldo)

1 litro de água

sal e pimentas (não use sal se for usar o caldo em cubinhos!)

 

Sopa de Lentilhas

Essa sopa não tem nenhum mistério: refogue o bacon, as cebolas e a cenoura. Quando o bacon estiver fritinho, coloque as lentilhas, o caldo e a água. Tempere com sal e pimenta-do-reino (usei um mix de pimentas).

Cozinhe por mais ou menos uma hora, até estar tudo bem macio. Daí, facílimo: coloque no liquidificador e bata! Como meu resolveu desistir da vida, mas o processador não (e a base é uma só pros dois), comprei um mixer. Estou apaixonada, super recomendo! Muito mais fácil de limpar do que o liqui 😀

Sirva imediatamente. Você pode fazer uma quantidade maior e congelar em um saquinho ziploc da vida. Descongele, coloque um pouco mais de água e aqueça!

[Guest Post] Batatas da Perseverança

[Guest Post] Batatas da Perseverança

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Eduardo e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Calorias: as melhores.

Tempo de preparo: 1h.

Ingredientes:
Batatas médias (de preferência de tamanhos próximos)
Bacon (prefiro os mais carnudos)
Queijos (eu usei coalho e muçarela)
Temperos: azeite, pimenta do reino, sal, caldo de carne.

Para o creme de alho:
Creme de leite
Azeite
Alho

Modo de preparo

Primeiro, tenha fé!

Comece colocando as batatas para cozinhar com o caldo de carne. Eu usei panela de pressão, mas sugiro cozinhar em panela aberta, para verificar mais facilmente o ponto (Essa dica, inclusive, serve para mim mesmo). Se usar panela de pressão, não pode deixar muito tempo, 10 minutinhos de pressão no máximo. O ponto da batata é aquele em que você enfia o garfo e dá para sentir o meio da batata ainda duro. Retire a batata do fogo e passe na água fria, assim, elas esfriam um pouco e você pode passar à etapa seguinte.

Depois que as batatas estão cozidas, você vai fazer os cortes. Aqui o bicho pega. Corte a batata como se fosse fazer rodelas grossas, mas não pode transpassar a batata. É um corte suficiente para abrir espaço para as fatias de bacon e queijo.
Faça fatias finas, mas não finíssimas, de queijo e bacon. Em seguida, corte a fatias em pedações menores. Lembre-se que você vai coloca-las dentro da batata. Para introduzir na batata, é melhor um queijo mais durinho, eu usei coalho (fácil e barato no Amapá), mas você poderia usar provolone, por exemplo.

Depois de brincar de deus, você coloca a batata em uma forma untada com um pouco de azeite (eu uso forma de vidro e para esse prato recomendo muitíssimo forma de vidro. Sério!). Leve as batatas ao forno em fogo alto (eu sempre uso fogo alto, veja aí as características do seu forno).

Com as batatas no forno, você começa o preparo do creme de alho. Por conta das limitações do meu liquidificador, eu busquei uma receita de creme de alho alternativa. O Rafael é expert em fazer a tradicional, cobrem dele. Eu encontrei algumas receitas que não usam leite, mas creme de leite. Nesse caso, você descasca e macera os dentes de alho e depois mistura com o creme de leite (sem soro) e um fio de azeite. Para a porção de hoje, eu usei meia lata de creme de leite para 3 dentes de alho, mas fica a gosto. Bate tudo no liquidificador até misturar bem o alho no creme de leite. A diferença principal da receita tradicional é o sabor mais suave do creme de alho.

Voltando às batatas. O tempo de forno é o suficiente para terminar de cozinhar as batatas e tostar o bacon e o queijo dentro das batatas. Quando você perceber que está tudo assado, retire a forma do forno. Despeje o creme de alho nas batatas e jogue uma dose cavalar de queijo (aqui eu usei muçarela, mas poderia ser um parmesão). Devolva as batatas para o forno e espere gratinar. Nesse intermeio você pode ficar na porta do forno babando. Retire as batatas quando o queijo estiver douradinho. Aí é só correr para o abraço! Ah! Cuidado com o queijo quente!

[Guest Post] Tertúlia de Pernil

[Guest Post] Pernil

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. Eu comi quando estive em Brasília, recheando o Pão de Queijo e, gente…. sensacional!!!]

Uma receita FÁCIL e GOSTOSA para o seu Natal ou para qualquer ocasião. Sério, se você não quer ter trabalho na ceia, dê uma chance para esse pernil. Obrigado dona Ana Lucia pelos ensinamentos.

Tempo de preparo: 1h30min

Ingredientes:
• Pernil sem osso (tamanho variado)
• Bacon (o suficiente)
• 1 cebola em quatro partes.
• Óleo de soja ou azeite
• Temperos variados: shoyu, noz moscada, pimenta do reino, pimenta calabresa, pimenta cumari.

Modo de Preparo:
Essa talvez seja a menor e melhor receita que postarei aqui. Simplesmente fure a peça de pernil em alguns pontos, PREENCHA os furos com PARALELEPÍDOS de bacon e/ou tirinhas de cebola e deposite o pernil em uma panela com o fundo levemente recoberto de óleo de soja ou azeite.

Adicione a cebola (que vai sumir) e os temperos a gosto. NÃO USE SAL: o bacon e o shoyu dão conta. Cubra a peça com água e ligue o fogo alto. Espere e espere e espere até que toda água se evapore e o pernil frite no óleo restante. Demora um pouco? Sim, mas fica mega macio e mega saboroso sem nem sequer precisar de panela de pressão.

[Guest Post] Pernil

Quer fazer MAIS sucesso? Faça a tradicionalíssima combinação mineira de pernil, pão de queijo (PDQ) e maionese de legumes. Sim, senhoras e senhores, fica muito bom! E peço a gentileza de que, quem provou minha receita, se manifeste nos comentários. O PDQ já está postado na página e maionese é fácil de fazer. GARANTO que vai ser sucesso na ceia

[Guest Post] Charutos “Larga Mão”

[Guest Post] Charuto

[Nota: Esta receita foi feita pela Tia Dona Mãe do Rafa
e escrita pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. E este foi o primeiro guest post da página, ou seja: este é um guest post INCEPTION – o primeiro de vários!]

Podem falar que é marmelada, que é nepotismo, mas o fato é que não tinha como não postar essa receita da minha mãe!

Tempo de preparo: vixe…

Calorias: amg não tem ninguém contando

Ingredientes:
1 kg de carne moída
2 xíc. de arroz
Bacon a vontade
1 repolho
Temperos: limão, pimenta do reino, alho, cebola e sal.

Dentre as desvantagens de se morar longe de casa, uma das maiores é, sem dúvida, o desejo irrealizável de comer aquele prato especial da sua mãe. Mas a vida é feita de lutas, meus caros. O sonho de ontem é a realidade do amanhã! Sendo assim, imbuído desse espirito saudosista, liguei para a minha progenitora, a fim de que ela me ensinasse a fazer CHARUTOS. Pois bem. Fui atendido e, após alguma insistência, a explicação começou. Eu já podia sentir o cheiro do delicioso quitute árabe sendo preparado. Ledo engano. Eu estava apenas na minha 34ª pergunta sobre como cortar os repolhos quando minha mãe disse: “Olha, você pode fazer assim e assado…ou então, larga mão Rafael. Muito complicado. Faz outra coisa, tá?” Meu mundo caiu. Desconsolado, fui fazer outra coisa, pois pedido de mãe a gente tem de acatar. Contudo, não desisti antes de arrancar a promessa de que faríamos o prato juntos, na minha próxima visita. Bem, finalmente a minha hora chegou e, após muitas risadas, fotos e cervejas com minha mãe, estou aqui para ensinar-vos a preparar charutos.

A primeira coisa é o recheio. Essa parte é bem simples, pois basta misturar a carne, o arroz e os temperos a gosto. A parte mais complicadinha, porém totalmente factível, é cortar as folhas do repolho. Prepare uma panelona com água quente e deixe ela lá no fogo. Comece cortando o talo da folha do repolho na parte de baixo (ver foto 1) e vá destacando as folhas com muito cuidado para que elas não se rasguem. Caso elas estejam se rasgando com muita frequência, mergulhe o repolho inteiro na água quente e deixe um minutinho. Prossiga retirando as folhas. Tenha em mente que uma folha rende 2 charutos médios. Corte a parte mais saliente do talo (ver foto 2) e jogue a folha na água quente por uns 5 minutos, para dar uma amolecida. Cuidado para não deixá-la muito molenga. Em seguida, divida a folha ao meio, removendo o restante do talo (foto 3).

Ufa! Agora é montar o charuto propriamente dito: coloque o recheio por cima da folha (ver foto 4) cobrindo-o com a parte de baixo e dobrando as laterais (ver foto 5). Termine de enrolar com a parte de cima e vire o charuto para que ele fique preso (foto 6).

[Guest Post] Charuto

Repita o processo até acabar o seu recheio ou a sua paciência, o que vier primeiro. Dá para fazer ele menorzinho, mais delicado? Fiquem com a resposta da minha mãe: “Até dá, mas eu não vou ficar aqui enrolando charutos o dia inteiro”.

Agora é só alegria: organize os charutos na panela fazendo camadas de charuto e de tomate com cebola. Jogue um caldo de carne esfarelado na água para dar um gosto a mais. Deixe no fogo até que o arroz esteja cozido (com cuidado, abra um furinho em um dos charutos para verificar). Acabou? Polvilhe queijo por cima se quiser e aí é só servir.

[Guest Post] Bife a Rolêzinho no Shopping

[Guest Post] Bife a rolê

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook]

Tempo de preparo: 40 minutos

Trilha sonora: roncos de fome da minha barriga

Ingredientes:
4 bifes de coxão duro [no mercado que fui, já estavam cortados especialmente para rolê];
1 cenoura pequena cortada no sentido do comprimento em quatro partes;
4 vagens pequenas;
4 tiras de bacon;
4 tiras de queijo provolone;
1 cebola média picada em cubos;
1 tomate picado em cubos;
1 ½ xícara de água [na real, cobri os bifes pela metade];
Molho inglês [4-5 esguichadas. Sim, eu não meço nada];
Temperos: sal, alho, pimenta do reino.

Modo de Preparo:
Liberei minha #vó interior e decidi fazer essa receita super caseira de bife a rolê que vi numa revistinha comprada no Walmart por R$2,50. A revista tinha tantos pratos típicos de vó que mais parecia um tutorial para nutrição de netos.

Bem, a primeira coisa a ser feita é temperar os bifes com sal, alho, pimenta do reino e outros temperos que você desejar. Depois disso, deixe a carne em stand by e vá tirar as pontinhas das vagens, cortar a cenoura, o bacon e o provolone. Feito isso, coloque o bife numa superfície lisa, ajeite os recheios e enrole. Prenda tudo com dois ou três palitinhos de dente.

O próximo passo é dourar os bifes numa panela de pressão com um pouco de óleo. Procure virá-los para que fritem por igual. No meio do processo, jogue as cebolas picadas e, quando tudo estiver douradinho, jogue o tomate picado e o molho inglês.

Assim que tudo ficar bem refogado, jogue a água e tampe a panela de pressão. Cozinhe por 10 minutos após a panela começar a chiar. Menos que isso o bife vai ficar muito duro e você vai se sentir o Rei Arthur tentando tirar aqueles palitinhos da carne.

[Guest Post] Bife a rolê

Tudo pronto, basta retirar os bifes e servi-los em alguma tigela, pois fica muita água na panela. Não desperdice os tomates e a cebola: recolha-os e jogue por cima do bife. Para acompanhar, fiz arroz branco, mas confesso que, para ser uma receita completa de #vó, seria preciso um tutu de feijão. Prometo essa receita pro futuro! ;D

[Guest Post] Arroz Carreteiro estilo P.F. de estrada

[Guest Post] Arroz Carreteiro

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook]

Tempo de preparo: 1 hora

Trilha sonora: Zezé di Camargo & Luciano (1992)

Ingredientes:
1 pacote de carne seca 500 g (quanto menos gordurenta melhor, please)
Arroz (usei 4 xícaras para essa receita)
Bacon frito*
½ lata de milho verde
½ lata de ervilha
Azeitonas picadas
Queijo muçarela em cubos (pode usar outra coisa, era o que tinha aqui…)
Ovos cozidos cortados em rodela
Pimentão cortado em cubinhos (usei o vermelho, mas dizem que o verde é bom pra memória, já que você fica se lembrando dele o resto do dia)
Temperos: alho, azeite, cebola, sal (cuidado!), pimenta do reino, pimenta cumari, noz moscada, páprica picante, etc. (sim, são os mesmos do fricassê, me julguem).

Modo de Preparo:

Comece no dia anterior! Mas calma, é só pra deixar a carne seca de molho na água, dessalgando. Troque a água quantas vezes você se lembrar. Eu lembrei três vezes, pois sou uma pessoa muito ocupada (uhum…). Após cozinhar a carne, basta desfiá-la. Dessa vez eu, sinceramente, não gostei muito do resultado do processador: os fiapos da carne ficaram muito pequenos e o recipiente ficou todo ensebado e chato de lavar. Após desfiar a carne, eu a refoguei com alho, cebola e os temperinhos. Fui adicionando depois a ervilha, o milho, o pimentão e a azeitona. Nessa etapa, eu evitei colocar sal, dado que a carne seca já é extremamente salgada. Deixe para acertar o sal depois.

Minha mãe, Ana Lucia, a quem devo essa receita, testou sem refogar a carne e disse que fica a mesma coisa. A preguiça, às vezes, recompensa as pessoas. Beijo mãe =D. Reserve a carne refogada (ou não) e parta para a próxima etapa: cozinhar o arroz.

Aqui basta fazer o arroz normalmente, apenas cuidando para não colocar muito sal. Quando o arroz estiver quase pronto, com a água já no nível dos grãos, é só pegar a carne, misturar e deixar a água terminar de secar. Fica meio grudentinho, mas faço assim porque gosto. Quem não curte arroz desse jeito, pode cozinhá-lo mais soltinho e misturar a carne na hora de levar à mesa. No fim, quando estiver quaaase na hora de servir, é só jogar os cubinhos de queijo e esperar eles derreterem um pouco.

Os enfeites: eu gosto de decorar o prato com rodelas de ovo cozido (estão tortos, reclamem ca galinha) e bacon frito em cubinhos. Pode ser na própria panela mesmo (olha a preguiça aí novamente). No caso, como a receita iria para a página, eu me aventurei a fazer uma ~flor de tomate~ (me julguem novamente). A flor está meio troncha porque o Zé, meu “des-ajudante”, achou que eram cascas de tomate aleatórias e me fez o favor de tentar jogá-las fora. Ok, eu reconheço que elas não estavam com cara de que serviriam como decoração, mas foi minha primeira tentativa pô. O resultado final está aí nas fotos. Como acompanhamento, fica bom uma salada de rúcula com cebolete.

*Dica do bacon: eu aprendi, num vídeo do America’s Test Kitchen, a deixar o bacon mais crocante. Basta cobri-lo com água, na panela, e deixá-lo cozinhar em fogo alto. Quando a água acabar, é só reduzir um pouco a chama e terminar de fritá-lo. Fica BEM melhor, acreditem.

Spaghetti alla Carbonara

Spaghetti alla Carbonara

Uma das coisas mais fáceis e mais metidas a besta que você pode fazer na cozinha!

Para duas pessoas, você vai precisar de:

200 g de espaguete (sim, diz a lenda que é só isso mesmo, cada um ganha 100 g)
Mais ou menos 150 g de bacon
2 ovos
Mais ou menos 100 g de queijo parmesão ralado grosso – não aquele pozinho com gosto estranho, por favor! Escolha um queijo gostoso, desses que você comeria puro.
1 dente de alho (opcional, mas altamente recomendável)
Pimentas variadas (eu usei páprica picante e pimenta do reino, ficou ótimo).

Você não está entendendo o quanto essa receita é fácil.

Corte o bacon em cubinhos e frite. Não tinha bacon em cubinhos em casa, só em tiras, e deu certo do mesmo jeito. Reserve.

Coloque a água do macarrão para ferver. Quando estiver fervendo, salgue e coloque o macarrão.

Prepare o molho: em uma tigelinha, bata os ovos, tempere com as pimentas e sal, se o seu bacon não for muito salgado. Acrescente o alho picado e metade do queijo. Reserve.

Agora é preciso ficar esperto e agir rápido: escorra o macarrão e devolva-o imediatamente à panela, FORA do fogo. Despeje o “molho” e o bacon e misture bem. O calor do próprio macarrão vai cozinhar levemente os ovos, formando um molhinho delicioso.

Coloque nos pratos, polvilhe com o restante do queijo e pronto! É só isso mesmo! 😀

ATENÇÃO: esta é uma receita que precisa ser consumida imediatamente. Não é pra fazer, esperar vinte minutos e comer. Sério. Por isso mesmo, é uma receita que não presta quando é requentada. Ajuste as quantidades à sua fome. 😀

Yakisoba Turbinado e Descarado

Yakisoba

Explico o descaramento: não tem quantidade exata, é tudo aproximado. Eu sei, eu odeio isso, mas fiz de olho – e na sua casa, você faz do jeito que achar melhor. Explico o turbinado: pus bacon! Não tem nada de tradicional, mas ficou espetacular, recomendo fortemente!!!!!

Ingredientes
– 500 g de carne (usei porco, mas você pode usar carne de vaca ou frango, ou uma mistura…. Ou pode fazer a versão #vegana, pulando a carne e o bacon!)
– 150 g de bacon
– 2 cenouras grandes, cortadas em palito
– 1 cebola grande, cortada em cubinhos
– ½ pimentão vermelho, cortado em palitinhos ou cubinhos
– 1 xícara de repolho roxo picadinho
– 1 xícara de brócolis – só as flores, guarde os talos pro caldo!
– 1 maço de acelga, cortado do jeito que a sua vó cortava couve – se a sua avó for mineira, claro
– 500 g de espaguete – se você quiser fazer com macarrão para yakisoba, melhor. Até parece que eu ia achar isso aqui no Uruguai!
– ½ xícara de molho de soja
– 1 xícara de água
– 3 colheres (sopa) generosas de maisena
– 1 colher (sopa) de açúcar – é, é isso mesmo, e não esqueça dele
– Mais ou menos 1 colher de sopa de gengibre ralado fininho (opcional porém essencial na minha opinião)

Modo de preparo:

Corte a carne em cubinhos ou em tirinhas e tempere com alguma pimentinha esperta. Corte o bacon em cubinhos (ou compre o que já vem em cubinhos). Refogue e avalie se precisa de sal. Eu não coloquei, porque achei que o sal do bacon deu conta do recado. Reserve.

Corte todas as verduras. Enquanto está cortando tudo, coloque a água do macarrão para ferver, porque sempre demora mais do que a gente imagina que vai demorar, é incrível.

Em uma panela grande, refogue a cebola com um pouquinho de azeite e acrescente a cenoura, porque ela precisa de mais tempo. Acrescente a carne e dê uma boa mexida.

Faça o molho, misturando em uma cumbuca/tigela/bowl/whatever o molho de soja, a água, o açúcar, a maisena e o gengibre. Misture bem até dissolver a maisena e despeje sobre as verduras.

Quando a cenoura já tiver amaciado um pouquinho (coisa de 5/10 minutos), coloque o brócolis, o pimentão e o repolho roxo e deixe cozinhar por mais uns outros 5 minutinhos. Agora é hora de acrescentar a acelga, mexendo sempre. Não se assuste com o volume. A acelga vai murchar MUITO, mas a ideia é essa mesmo. Quando a acelga murchar e o seu molho estiver meio grossinho no fundo, desligue o fogo.

Com sorte, a água do macarrão já vai ter fervido. Coloque o macarrão na panela, salgue a água e cozinhe conforme as instruções do pacote. Escorra o macarrão, acrescente o molho quente e se empanturre!!!