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[Guest Post] Bolinhos de Arroz

[Guest Post] Bolinho de Arroz

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Eduardo e foi originalmente postada na página do Facebook.]

Seguindo a superdica da Giuliana Elena Bosco…

Calorias: as que você guardou para usar depois.

Trilha sonora: Demônios da Garôa.

A proposta é bem simples. Você vai receber amigos em casa para um almoço e faz aquela boa panela de arroz. Depois que suas visitas vão embora você olha e se pergunta: o que farei com esse mundaréu de arroz? Bolinho, claro.

Ingredientes:

Arroz (o que você tiver na geladeira)
Trigo (o suficiente para dar liga)
Ovo (o suficiente para dar liga)
Queijos (eu usei uma sobra de muçarela e parmesão)
Temperos (cebola, pimentão, orégano, pimentas, o que a inspiração mandar)
Fermento

Preparo:

Despeje o arroz em uma vasilha. Com o auxílio do garfo deixe o arroz bem soltinho. Adicione os temperos e os queijos e misture. Depois coloque os ovos e misture bem. Coloque a farinha de trigo. A quantidade de farinha de trigo e dos ovos é relativa, sempre depende da quantidade de arroz. Desta vez tínhamos bastante, então usamos dois ovos e uma xícara de farinha.

Por fim, acrescente o fermento, que também depende da quantidade de arroz, nesta receita foi uma colher de sopa.

Com a colher molde os bolinhos e coloque no óleo quente. Quando estiver já dourando, vire o bolinho, aguarde só mais um pouco, retire e coloque para escorrer em papel toalha. É rápido, prático e superdelícia.

O acompanhamento ideal é uma cervejinha gelada, mas estávamos sem cerveja neste dia. 8(

[Guest Post] Costelinha c’Arroz

[Guest Post] Costelinha C'Arroz

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook]

Tempo de preparo: 1 hora

Ingredientes:
• Costelinha de porco (o quanto você KIZÉ)
• Arroz (o quanto você guentá cumê)
• Temperos: limão capeta (pode ser outro, se não tiver), pimenta do reino, alho, cebola e sal (ou shoyu).

Já fizeram costelinha de porco? É fácil, ó só. Compre a costelinha, de preferência já cortada, ou arranje uma faca decente para fazer o serviço. Tempere a costelinha em uma “tapaué” COM tampa. Para 1 kg use: suco de 2 limões pequenos (foto), alho, cebola em cubos e sal (ou shoyu) a gosto. Cuidado com o molho shoyu! É preferível colocar só um pouco e depois ir ajustando conforme cozinha. A tampa da tapaué é pra você fechá-la e sacudir a carne lá dentro junto com os temperos. Feito isso, frite a costelinha no óleo e, quando ela já estiver bem douradinha, acrescente água (de preferência quente) até cobri-la por completo. Deixe fervendo e espere secar, dando mais uma fritadinha no final. Por que fritar antes e depois? Perguntei para minha mãe e ela explicou que o processo é feito assim desde tempo imemoriais. Quem somos nós para questionarmos as tradições, não é?

[Guest Post] Costelinha C'Arroz

Bem, a costelinha está pronta e delícia, mas sobrou aquela CRACA na panela que você sabe que vai ter de deixar uns 3 dias de molho em soda pra sair. OOOOU você pode usar essa delícia calórica disfarçada de craca de panela para turbinar (detesto essa palavra) o seu arroz. Isso mesmo, remova as costelinhas e jogue o arroz lá dentro da panela, dê uma fritadinha nele, cubra com água e cozinhe-o normalmente. Ele vai ficar marronzinho e mil vezes mais saboroso. Arremate o prato com um vinagrete e uma cerveja, se possível.

 

[Guest Post] Charutos “Larga Mão”

[Guest Post] Charuto

[Nota: Esta receita foi feita pela Tia Dona Mãe do Rafa
e escrita pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. E este foi o primeiro guest post da página, ou seja: este é um guest post INCEPTION – o primeiro de vários!]

Podem falar que é marmelada, que é nepotismo, mas o fato é que não tinha como não postar essa receita da minha mãe!

Tempo de preparo: vixe…

Calorias: amg não tem ninguém contando

Ingredientes:
1 kg de carne moída
2 xíc. de arroz
Bacon a vontade
1 repolho
Temperos: limão, pimenta do reino, alho, cebola e sal.

Dentre as desvantagens de se morar longe de casa, uma das maiores é, sem dúvida, o desejo irrealizável de comer aquele prato especial da sua mãe. Mas a vida é feita de lutas, meus caros. O sonho de ontem é a realidade do amanhã! Sendo assim, imbuído desse espirito saudosista, liguei para a minha progenitora, a fim de que ela me ensinasse a fazer CHARUTOS. Pois bem. Fui atendido e, após alguma insistência, a explicação começou. Eu já podia sentir o cheiro do delicioso quitute árabe sendo preparado. Ledo engano. Eu estava apenas na minha 34ª pergunta sobre como cortar os repolhos quando minha mãe disse: “Olha, você pode fazer assim e assado…ou então, larga mão Rafael. Muito complicado. Faz outra coisa, tá?” Meu mundo caiu. Desconsolado, fui fazer outra coisa, pois pedido de mãe a gente tem de acatar. Contudo, não desisti antes de arrancar a promessa de que faríamos o prato juntos, na minha próxima visita. Bem, finalmente a minha hora chegou e, após muitas risadas, fotos e cervejas com minha mãe, estou aqui para ensinar-vos a preparar charutos.

A primeira coisa é o recheio. Essa parte é bem simples, pois basta misturar a carne, o arroz e os temperos a gosto. A parte mais complicadinha, porém totalmente factível, é cortar as folhas do repolho. Prepare uma panelona com água quente e deixe ela lá no fogo. Comece cortando o talo da folha do repolho na parte de baixo (ver foto 1) e vá destacando as folhas com muito cuidado para que elas não se rasguem. Caso elas estejam se rasgando com muita frequência, mergulhe o repolho inteiro na água quente e deixe um minutinho. Prossiga retirando as folhas. Tenha em mente que uma folha rende 2 charutos médios. Corte a parte mais saliente do talo (ver foto 2) e jogue a folha na água quente por uns 5 minutos, para dar uma amolecida. Cuidado para não deixá-la muito molenga. Em seguida, divida a folha ao meio, removendo o restante do talo (foto 3).

Ufa! Agora é montar o charuto propriamente dito: coloque o recheio por cima da folha (ver foto 4) cobrindo-o com a parte de baixo e dobrando as laterais (ver foto 5). Termine de enrolar com a parte de cima e vire o charuto para que ele fique preso (foto 6).

[Guest Post] Charuto

Repita o processo até acabar o seu recheio ou a sua paciência, o que vier primeiro. Dá para fazer ele menorzinho, mais delicado? Fiquem com a resposta da minha mãe: “Até dá, mas eu não vou ficar aqui enrolando charutos o dia inteiro”.

Agora é só alegria: organize os charutos na panela fazendo camadas de charuto e de tomate com cebola. Jogue um caldo de carne esfarelado na água para dar um gosto a mais. Deixe no fogo até que o arroz esteja cozido (com cuidado, abra um furinho em um dos charutos para verificar). Acabou? Polvilhe queijo por cima se quiser e aí é só servir.

[Guest Post] Arroz Carreteiro estilo P.F. de estrada

[Guest Post] Arroz Carreteiro

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook]

Tempo de preparo: 1 hora

Trilha sonora: Zezé di Camargo & Luciano (1992)

Ingredientes:
1 pacote de carne seca 500 g (quanto menos gordurenta melhor, please)
Arroz (usei 4 xícaras para essa receita)
Bacon frito*
½ lata de milho verde
½ lata de ervilha
Azeitonas picadas
Queijo muçarela em cubos (pode usar outra coisa, era o que tinha aqui…)
Ovos cozidos cortados em rodela
Pimentão cortado em cubinhos (usei o vermelho, mas dizem que o verde é bom pra memória, já que você fica se lembrando dele o resto do dia)
Temperos: alho, azeite, cebola, sal (cuidado!), pimenta do reino, pimenta cumari, noz moscada, páprica picante, etc. (sim, são os mesmos do fricassê, me julguem).

Modo de Preparo:

Comece no dia anterior! Mas calma, é só pra deixar a carne seca de molho na água, dessalgando. Troque a água quantas vezes você se lembrar. Eu lembrei três vezes, pois sou uma pessoa muito ocupada (uhum…). Após cozinhar a carne, basta desfiá-la. Dessa vez eu, sinceramente, não gostei muito do resultado do processador: os fiapos da carne ficaram muito pequenos e o recipiente ficou todo ensebado e chato de lavar. Após desfiar a carne, eu a refoguei com alho, cebola e os temperinhos. Fui adicionando depois a ervilha, o milho, o pimentão e a azeitona. Nessa etapa, eu evitei colocar sal, dado que a carne seca já é extremamente salgada. Deixe para acertar o sal depois.

Minha mãe, Ana Lucia, a quem devo essa receita, testou sem refogar a carne e disse que fica a mesma coisa. A preguiça, às vezes, recompensa as pessoas. Beijo mãe =D. Reserve a carne refogada (ou não) e parta para a próxima etapa: cozinhar o arroz.

Aqui basta fazer o arroz normalmente, apenas cuidando para não colocar muito sal. Quando o arroz estiver quase pronto, com a água já no nível dos grãos, é só pegar a carne, misturar e deixar a água terminar de secar. Fica meio grudentinho, mas faço assim porque gosto. Quem não curte arroz desse jeito, pode cozinhá-lo mais soltinho e misturar a carne na hora de levar à mesa. No fim, quando estiver quaaase na hora de servir, é só jogar os cubinhos de queijo e esperar eles derreterem um pouco.

Os enfeites: eu gosto de decorar o prato com rodelas de ovo cozido (estão tortos, reclamem ca galinha) e bacon frito em cubinhos. Pode ser na própria panela mesmo (olha a preguiça aí novamente). No caso, como a receita iria para a página, eu me aventurei a fazer uma ~flor de tomate~ (me julguem novamente). A flor está meio troncha porque o Zé, meu “des-ajudante”, achou que eram cascas de tomate aleatórias e me fez o favor de tentar jogá-las fora. Ok, eu reconheço que elas não estavam com cara de que serviriam como decoração, mas foi minha primeira tentativa pô. O resultado final está aí nas fotos. Como acompanhamento, fica bom uma salada de rúcula com cebolete.

*Dica do bacon: eu aprendi, num vídeo do America’s Test Kitchen, a deixar o bacon mais crocante. Basta cobri-lo com água, na panela, e deixá-lo cozinhar em fogo alto. Quando a água acabar, é só reduzir um pouco a chama e terminar de fritá-lo. Fica BEM melhor, acreditem.