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Quiche Lorraine

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Quiche Lorraine

Nessa ida a Brasília ganhei um presente maravilhoso da minha tia Paula: o livro do Gui Poulain, Cartas Amarelas! Além do autógrafo maravilhoso, o livro é lindo de tudo quanto é jeito. Claro que já estava agoniada querendo começar a fazer receitas dele – para começarmos as Tertúlias de Tortas, resolvi fazer a receita de Quiche Lorraine, porque é uma das minhas tortas favoritas!

Segui a receita quase à risca – mudei o jeito de abrir a massa, porque não queria sujar a bancada! Como esperado, ficou sensacional. O mais legal é que é uma delícia quente E em temperatura ambiente. Essa receita rendeu seis porções – almoço, jantar e almoço de novo! E ninguém reclamou de comer a mesma coisa três vezes seguidas… 😉

Para a massa

250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga sem sal gelada, cortada em cubinhos
2 colheres (chá) de sal – da próxima vez, vou usar uma colher só, achei a massa um cadinho salgada
1 colher (chá) de açúcar
1 gema de ovo
50 mL de água

Para o recheio

300 g de bacon, cortado em cubinhos
1 cebola, cortada em cubinhos
3 ovos
250 g de creme de leite
sal, pimenta-do-reino e noz-moscada
150 g de queijo gruyère, ralado grosso – tenho certeza que dá pra usar a boa e velha muçarela aqui sem problemas

Quiche Lorraine

Comece fazendo a massa. Com um fuê, misture a farinha de trigo, sal e açúcar. Coloque a manteiga e, com a ponta dos dedos, amasse até formar uma farofinha úmida. Acrescente a gema e a água e amasse só até conseguir formar uma bola – não sove, para que a massa não fique dura! Envolva em um plástico-filme e leve para a geladeira por uns 20 minutos, para descansar.

Isso é o oposto do que você vai fazer, porque agora é hora de cortar o bacon em cubinhos! Frite em fogo baixo, com paciência, para que a gordura do bacon derreta bem. Quando o bacon tiver bem fritinho, retire um pouco da gordura que ficou na panela, acrescente a cebola picadinha e doure no restinho de gordura do bacon. Reserve o bacon e a cebola em um prato, tentando não beliscar muito até a hora de montar a torta.

Em uma tigelinha, bata os ovos com o creme de leite e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Tire a massa da geladeira. O jeito normal de abrir é polvilhando a bancada com farinha e usando o rolo. Pra reduzir a bagunça, eu cortei duas folhas de papel manteiga em um tamanho maior do que a minha forma (que tinha 23 cm), coloquei a massa entre as duas folhas e usei um rolo para abrir. Daí tirei o papel de cima, coloquei a forma sobre a massa, girei todo mundo e a massa ficou certinha na forma! (E, lógico, tirei a segunda folha de papel manteiga).

Montar a torta é muito fácil: coloque o refogadinho de cebola e bacon, cobrindo bem o fundo, despeje a mistura de ovos e creme de leite e cubra tudo muito bem com o gruyère ralado!

Leve ao forno preaquecido por uns 40 minutos, mais ou menos, ou até que tudo fique douradinho e firme! Você pode atacar assim que sair do forno (foi o que fizemos aqui) ou esperar esfriar e comer em temperatura ambiente (o que também fizemos aqui :D)

Fish and Chips

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Fish and Chips

Lembro bem da primeira coisa que comi na Inglaterra: uma torta de carne de porco fria, com uma camada visível de gordura, com um café também frio e ruim. Além disso, foi tudo caro! O coitado do Sky, responsável por essa escolha, até hoje é zoado por isso! 😀

Mas lá também comi coisas maravilhosas, entre elas o famoso fish and chips. A primeira vez que comemos foi no único restaurante aberto que encontramos depois de um dia cansativo de bater perna. Quando pedimos uma cerveja, o dono ficou meio insultado: não sabíamos que era um restaurante halal (que segue as regras do Corão)! Para finalizarmos as Tertúlias de Mar, resolvi fazer fish and chips – dei uma boa risada quando vi que a receita do Jaime Oliver levava cerveja na massa! 😀

Você vai precisar de:

250 g de filés de peixe branco, sem espinhas – usamos corvina
½ colher (chá) de sal
pimenta-do-reino e páprica
225 g de farinha
250 ml de cerveja GELADA – veja que dificuldade…. 😀
3 colheres (chá) de fermento químico
Batatas para fritar – confesso que trapaceei e comprei as batatas pré-fritas. Eu sei, eu sei.
Mais ou menos 1 litro de óleo para fritar

Fish and Chips

Comece aquecendo o óleo. Coloque algumas cervejas pra gelar. Quando o óleo estiver quente, frite as batatas. Enquanto as batatas estão fritando….

Tempere os filés de peixe com sal, pimenta-do-reino e páprica. Como aqui íamos comer de petisco, cortei o peixe em pedaços médios, mas o mais tradicional é fritar o filé inteiro. Reserve.

Em uma tigela, misture a farinha e o fermento com um fuê – acrescente a cerveja, que deve estar BEM gelada, aos poucos. A massa deve ter uma textura mais grossinha, quase como um creme – se ela ficar muito líquida, vai fazer uma meleca no seu fogão!

Passe os pedaços de peixe na massa, cobrindo bem. Frite no óleo quente até dourar. Aqui eu servi com uma maionese de alho e ervas – e cerveja, claro!

Camarão Empanado com Coco

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Camarão Empanado Com Coco

Opa, pulamos uma semana! Mas na correria da festa de formatura da Gabi (que foi na quinta, mas nós festejamos na sexta e no sábado também! Hahahah!), não deu mesmo pra postar! Para compensar, hoje continuamos as Tertúlias do Mar com uma receita bem fácil e diferente, ótima para um happy hour!

A primeira vez que comi isso foi no único buffet de comida chinesa que conheço no Uruguai – e pensar que no Brasil tem um restaurante de comida chinesa em cada esquina, snif! A versão mais tradicional é a frita por imersão, mas resolvi fazer de uma forma menos chutação de balde e achei que ficou mais gostoso do que o original!

Você vai precisar de:

400 g de camarão limpo
1/3 de xícara de maisena
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de pimenta caiena – você pode trocar por páprica, se preferir menos picante
2 xícaras de coco ralado – aqui usei o coco ralado normal, porque é só o que tem. Se você encontrar coco ralado em flocos não adoçados, vai ficar mais bonito!
3 claras

Para o molhinho:
Geleia de laranja, daquelas sem açúcar

Camarão Empanado Com Coco

Eu já disse que essa receita é muito fácil?

Comece preparando uma assadeira: pegue a assadeira e unte com azeite. Fim da preparação! 😀

Tempere a maisena com sal e a pimenta caiena. Coloque em um prato e reserve. Bata as claras rapidamente com um garfo e coloque em outro prato. Reserve. Coloque todo o coco em um terceiro prato e, adivinhe? Reserve também. 😀

Agora é só montar a linha de produção: pegue um camarão, passe na maisena, depois nas claras e por fim no coco. Coloque-o na assadeira e repita o processo até acabar! Como 400 g é bastante camarão, recomendo empanar vendo uma série, sabe como é. 😀

Leve para assar em forno preaquecido por 7 minutos. Quando der o tempo, retire a assadeira do forno, vire os camarões para que eles dourem do outro lado e asse por mais 7 minutos.

Enquanto o camarão assa, faça o molhinho: em uma panelinha, dissolva a geleia com algumas colheres de de água, para que ela amoleça. Quando levantar fervura, desligue o fogo. Coloque em um potinho fofo e sirva!

Patê de Queijo de Cabra

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Patê de Queijo de Cabra

No carnaval, você vai desfilar na Unidos da Netflix ou na Acadêmicos da Leitura Atrasada? 😀

Para finalizarmos as Tertúlias de Patê, nada melhor que uma receita diferente (adaptada do Chef John) e que parece que leva horas para fazer − todo mundo vai achar que você é super cozinheiro, mas na verdade você só vai ter misturado um monte de coisas em uma tigela! É a receita mais fácil da série!

Como você já ia mesmo passar no mercado depois do trabalho pra comprar cerveja pro feriadão, aproveite para comprar o queijo de cabra e tirar onda no carnaval! 😀

Você vai precisar de:

200 g de cream cheese
200 g de queijo de cabra suave* – aqui usei o cremoso, mas já fiz com o duro. Nesse caso, é só ralar o queijo de cabra grosseiramente.
1 dente de alho amassado – usei alho em flocos porque estava com preguiça! #verdades
¼ de xícara de ervas de sua preferência, picadas – usei só salsinha e cebolinha mesmo, mas já fiz com manjericão, com endro…. vai muito do seu gosto!
Sal, pimenta-do-reino e páprica picante a gosto

*Se o seu queijo de cabra for daqueles com sabor mais forte, comece colocando só metade! Adicione o restante aos poucos, provando sempre para não ficar muito forte.

 Patê de Queijo de Cabra

O modo de preparo é extremamente adequado para o carnaval. Coloque todos os ingredientes em uma tigela. Com a espátula de silicone, amasse e misture tudo muito bem. Prove para ver se está bom de sal e temperos e pronto. É isso!

Mas, né, claro que dá para fazer uma firulinha! Coloque um pedaço grande de plástico-filme sobre a bancada. Despeje o patê sobre o plástico e molde em forma de cilindro. Leve à geladeira por duas horas, mais ou menos, para firmar bem. Na hora de servir, tire o plástico (lógico, né?) e fatie o patê! 🙂

Tapenade

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Tapenade

Quando me mudei para o Uruguai, uma das coisas que tive que aprender foi cozinhar – ninguém sobrevive de macarrão, bolo, ovo mexido e patê de atum, né? (Sério, era mais ou menos esse meu repertório). Fui tentando fazer coisas simples, mas que fossem diferentes. Uma delas foi justamente a tal da tapenade, esse patê francês de azeitonas pretas.

A receita que eu fazia (não lembro onde encontrei!) levava quantidades iguais de azeitonas pretas e verdes, alho, sal, pimenta e manjericão. Simplesmente jogava tudo no processador, pulsava e pronto: patêzinho diferente e gostoso. Quando decidi que em fevereiro teríamos as Tertúlias de Patê, não tive dúvidas em incluir a tapenade. Então, fui buscar a “receita original, autêntica, bla bla bla”. Claro que não encontrei!

Encontrei várias receitas diferentes, cada uma acrescentando/omitindo alguma coisa. Confusa, tive que apelar para a Wikipedia, que disse que era uma receita com azeitonas, alcaparras, anchovas e alho! Então encontrei essa receita no The Guardian e resolvi fazer – acabei adaptando, sabe como é. Achei muito melhor do que a que fazia antes!

Ela não rende muito, o que é ótimo: é um patê de sabor bem forte, não precisa muito!

Você vai precisar de:

½ xícara de azeitonas pretas sem caroço

2 colheres (sopa) de alcaparras

2 filés de anchovas, escorridos – sempre tenho anchovas em casa, para fazer o molho da Salada Caesar … ou pra botar na pizza mesmo! Se você preferir uma receita vegana, basta omitir.

3 dentes de alho

1 colher (sopa) de orégano e/ou tomilho – usei ½ de cada

1 colher (sopa) de mostarda Dijon

Azeite, sal e pimenta a gosto – eu não usei sal, porque achei que as alcaparras e anchovas já tinham dado conta do recado.

Tapenade

Além de testar a receita “mais autêntica”, resolvi testar também o método mais tradicional: o pilão!

Pique grosseiramente as azeitonas, as alcaparras, as anchovas e o alho. Coloque tudo no pilão, acrescente as ervas e SOQUE (vocês conseguem falar isso sem rir? Eu não #quintasérie).

Soque bem até que fique uma pasta não muito grossa. Misture a mostarda e soque. Acrescente mais ou menos 2 colheres (sopa) de azeite e soque um pouquinho mais com o pilão. Tempere com sal e pimenta.

Ou…. jogue todos os ingredientes no processador, pulsando até que fique uma pasta pedaçuda! 😀

Patê de Beterraba e Feijão Branco

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Patê de Beterraba e Feijão Branco

Procurando receitas de “coisas de passar no pão” que fossem diferentes do tradicional (e, se possível, veganas), acabei encontrando essa receita. Como já tinha feito um patê de feijão branco e outro de beterraba, não tive dúvidas: juntar os dois ia ser sucesso! 🙂

Além do visual bonitão, o que realmente me motivou a testar essa receita foi ver que ela pedia para assar as beterrabas – que, convenhamos, é a forma mais gostosa de comê-las! Depois que descobri isso, nunca mais tive coragem de só cozinhar em água e sal! Como achei a receita original um pouco suave, dei uma incrementadinha nos temperos.

Patê de Beterraba e Feijão Branco

Você vai precisar de:

1 lata de feijão branco – como eu não compro feijão enlatado, usei 1 ½ xícara de feijão branco cozido
2 beterrabas grandes
1 dente de alho – claro que eu usei mais do que isso: aqui foram 6 😀
2 colheres (sopa) de azeite
sal, pimenta-do-reino e páprica a gosto – usei páprica doce e páprica defumada

Corte as beterrabas em cubinhos – como a minha assadeira era razoavelmente grande, cortei mais algumas, para aproveitar o forno 😀

Tempere GENEROSAMENTE as beterrabas com azeite, sal, pimenta-do-reino e páprica, misturando bem para que todos os pedacinhos fiquem bem temperados. Coloque alguns dentes de alho sobre as beterrabas e leve para assar em forno preaquecido por uns 40 minutos, até que elas fiquem macias.

Quando elas saírem do forno, coloque no liquidificador as beterrabas, o feijão branco e uma ou duas colheres de água, só para ajudar a bater. Como o meu liquidificador faleceu #RIP e eu ainda não comprei outro, fui no mixer. Demorou, mas deu certo!

Aí é só levar para a geladeira e servir com torradinhas, batatinhas, etc 😀

Patê de Cebola Roxa

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No primeiro fim de semana de fevereiro, temos o Super Bowl. No último fim de semana de fevereiro, temos o carnaval – celebraremos na Unidos da Netflix. Todas essas coisas pedem um petisco, não pedem?

Para abrirmos as Tertúlias de Patê, adaptei levemente essa receita da Rita Lobo, porque não tinha cebola amarela em casa. 🙂 Já fiz com a cebola amarela também, mas pra falar a verdade com cebola roxa fica muuuuuuito mais gostoso! Agora só faço assim!

Você vai precisar de:

350 g de creme de ricota – eu usei sour cream, porque é o que tem aqui. Se não encontrar creme de ricota, pode bater a ricota normal com um pouco de creme de leite, vai dar certo.

2 cebolas roxas grandonas (ou 4 médias), fatiadas o mais fininho possível

4 colheres (sopa) de azeite

suco de 1 limão

sal, pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto

Comece cortando as cebolas. Se tiver um mandolim, é hora de tirá-lo da gaveta! 😀 Eu (ainda) não tenho, então fui na faca bem afiada mesmo.

Em uma frigideira grande, esquente duas colheres de azeite em fogo baixo e coloque as cebolas. Agora é hora de caramelizar: mexa as cebolas de vez em quando, até elas mudarem bem de textura – elas ficarão bem macias e a parte branca ficará translúcida. Aqui, o processo levou uns 20 minutos. Como a Rita Lobo disse que “não adianta aumentar o fogo, a cebola vai queimar em vez de caramelizar”, eu obedeci!

Em uma tigela, misture o creme de ricota com as outras duas colheres de azeite, o suco de limão e os temperos. Reserve.

Quando a cebola estiver bem caramelizada, reserve um pouquinho para decorar e pique BEEEEM picadinho o resto. Adicione ao creme de ricota temperado, cubra e leve à geladeira até esfriar (eu acho mais gostoso frio). Sirva com torradinhas ou cenouras e pepinos cortados em rodelas.

É uma ótima opção para uma noite de jogos (aqui em casa, Cards Against Humanity), porque, além de ser uma delícia, você pode fazer no dia anterior!

Muffin Salgado de Fubá e Queijo

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Depois da pausa para a Olimpíada (já estamos com síndrome de abstinência!), é hora de uma nova série! Muffins, ou ainda “bora usar aquela forma de cupcake que compramos em 2011 e está esquecida desde então” 😀

Enquanto escolhia as receitas para a série, o Sky fez um pedido específico: um “cornbread”, mas com queijo. Fui procurar uma receita bacana e acabei achando essa, que fiz mais ou menos como ela mandava – usei muçarela porque era o que tinha em casa, esqueci de colocar ervinhas, o buttermilk era o caseiro mesmo, sabe como é.

Quando saiu do forno, Sky devorou uns três de uma vez. Eu comi um, achei gostoso, mas não me apaixonei. No dia seguinte, descongelei uma das sopas da série passada (a de cenouras!) e resolvi reaquecer os muffins. SUCESSO ABSOLUTO! Esse muffin foi o acompanhamento perfeito para a sopa!

Para fazer 12 muffins, você vai precisar de:

1 xícara de farinha de trigo

1 xícara de fubá

1/4 xícara de açúcar

1 colher (chá) de fermento químico (de bolo)

1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (chá) de sal – se o seu queijo for muito salgado, use menos.

2 dentes de alho – aqui sou mais exagerada, usei 3 grandões

1 xícara de queijo ralado grosso – usei muçarela, mas qualquer queijo que derreta bem serve.

2 ovos

1 xícara de buttermilk – para fazer em casa, coloque uma colher (sopa) de suco de limão ou vinagre na xícara medidora, preencha com leite integral e deixe talhar por uns 10-15 minutos. Use tudo na receita.

100 g de manteiga, derretida

Muffin Salgado de Fubá e Queijo

A melhor coisa dos muffins é que eles costumam ser MUITO fáceis de fazer. Se você usar forminhas de papel, então, não tem nem que untar a forma!

Comece preparando o buttermilk. Enquanto isso, tire a forma de cupcake do armário, dê uma lavada porque eu sei que está empoeirada, seque e coloque as forminhas de papel.

Derreta a manteiga em uma panela que caiba todos os ingredientes, para diminuir a quantidade de louça ao final do projeto! 😀  Depois de derretida, espere esfriar um pouco, misture o buttermilk e os ovos. Reserve.

Em uma tigela separada, misture a farinha, o fubá, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal com um fuê. Acrescente o queijo ralado e misture. Despeje os secos sobre os líquidos e misture levemente com uma espátula – massa de muffin não deve ser batida muito, tá? Se bater muito ele fica duro! Misture só mesmo até não enxergar mais pontinhos de farinha.

Coloque a massa nas forminhas – encha só 3/4 de cada forminha, para não transbordar no forno. Aqui deu certinho 12 muffins. Asse em forno pré-aquecido por 20 minutos, mais ou menos, ou até que um palito espetado saia limpo.

Sirva morno, com uma sopa bem quentinha!

Para congelar, basta colocar em saquinhos tipo ziploc e fechar bem!

Bolinhos de Frango Super Cremosos

Bolinhos de Frango Super Cremosos

Somos apaixonados por futebol americano. Obviamente, todo Super Bowl é um evento aqui em casa. Para acompanhar o Super Bowl 50 (FINALMENTE, Broncos!!!), resolvi testar uma receita do Chef John que parecia excelente.

Já aviso: não foi fácil modelar. O truque é deixar a massa ficar BEM gelada antes de tentar fazer bolinhas. Perdi um tempinho me estressando até pensar nisso… O melhor é fazer esta receita de um dia pro outro. Por outro lado, os bolinhos quentinhos, quase escorrendo o recheio de tão cremosas, compensaram qualquer estresse! 🙂

Outra coisa legal desta receita é que você pode reaproveitar sobras de frango – e pode congelar as bolinhas que não fritar no dia!

 

Você vai precisar de:

½ xícara de manteiga

½ cebola, picada beeeem miudinha

½ xícara de farinha de trigo

2 ½ xícaras de leite integral gelado

pimenta-do-reino, noz-moscada, pimenta-caiena e sal – pra variar só um pouco, eu coloquei páprica.

2 xícaras bem cheias de frango cozido e picado beeeeeem miudinho – usei sobras do churrasco

½ xícara de presunto picado beeeeem miudinho

2 colheres (sopa) de salsinha picada

 

Farinha de trigo, ovos e farinha de rosca para empanar.

 

Comece preparando o molho branco – que vai ser bem mais grosso do que o molho branco da lasanha 😀

Em uma panela que caiba todos os ingredientes, derreta a manteiga e doure a cebola. Acrescente a farinha de trigo, misture muito bem e cozinhe por uns três minutos, para tirar aquele gostinho tosco de farinha crua. Enquanto cozinha, tempere com a pimenta-do-reino, noz-moscada, pimenta-caiena e sal.

Passados esses três minutos, desligue o fogo e despeje, DE UMA VEZ SÓ, o leite GELADO. Misture bem com o batedor de arame e ligue o fogo em temperatura média-alta.

“Mas não vai empelotar?”. Não! Como o Chef John sempre diz: “hot roux, cold milk, no lumps”. A primeira vez que fiz assim também tive medinho, mas dá super certo e dá bem menos trabalho do que o método tradicional.

Bolinhos de Frango Super Cremosos

Cozinhe bem, misturando sempre, até ferver. Quando ferver, continue cozinhando por uns três minutos e desligue o fogo. Você vai notar que está bem mais grosso do que o molho branco tradicional – é isso mesmo!

Enquanto o molho dá uma esfriada, pique finamente a salsinha, o frango cozido e o presunto. Você pode usar o processador, se preferir. Eu morro de preguiça de lavar o processador e acho que não fica com uma textura muito legal, mas tem quem goste!

Misture a salsinha, o frango cozido e o presunto no molho e misture bem. Cubra com um filme plástico e leve para gelar por pelo menos 4 horas – o ideal, descobri depois, é de um dia pro outro.

Com a massa gelada, forme bolinhas e empane DUAS vezes: passe na farinha de trigo, no ovo, na farinha de rosca, e de novo no ovo e na farinha de rosca. A ideia é formar uma casquinha um pouco mais grossa, pra evitar que exploda quando fritar!

Frite em óleo quente por uns quatro minutos, ou até dourar e ficar lindão!

Se não for usar todas as bolinhas, leve-as ao congelador até que fiquem firmes. Quando estiverem totalmente congeladas, transfira para um saquinho ziploc e congele por até três meses.

Deviled Eggs – ou Ovos Endiabrados

Deviled Eggs

Você também fez maratona na Netflix neste carnaval? 🙂 Quer comer algo diferente, mas não tem ânimo pra preparar nada muito complexo? A receita de hoje resolve seus problemas – e combina bem com o calorão!

Este prato tradicional da culinária americana, tradicionalmente servido em piqueniques ou como entrada em churrascos, também resolve o problema quando você quer um almocinho rápido. Basta cozinhar os ovos, retirar a gema, misturar com maionese e temperos, botar o recheio de volta e pronto!

A “receita” não tem quantidades, porque tudo depende de quantos ovos você quiser cozinhar:

Ovos, de preferência caipiras

Maionese

Mostarda

Sal e pimenta-do-reino

Temperos diversos: você pode usar páprica, pimenta-caiena, mostarda em pó, ervas frescas… vai do gosto!

[Opcional mas altamente recomendável] Água do picles – sabe aquele caldinho que vem no pote de picles? Pois é. Ele mesmo. Dá um toque super especial!

Para decorar: na foto acima, usei pimenta-biquinho, mas já usei azeitonas e alcaparras, fica ótimo também. De novo, vai do gosto.

Deviled Eggs

Como já adiantei, esta receita é muito simples: cozinhe os ovos com a gema dura. Já li vários métodos, mas o que eu costumo fazer é colocar os ovos em uma panela com água fria, tampar e, quando a água começar a ferver, marcar 12 minutos. Então despejo a água fervente e coloco água fria, para interromper o cozimento.

Com os ovos já frios, é hora de fazer o recheio. Com cuidado para não quebrar a clara em mil pedacinhos, corte os ovos ao meio e retire as gemas, colocando-as em uma tigela. Reserve as claras.

Na tigela, amasse as gemas e misture com a mostarda, uma colher (sopa) da água do picles, e os temperos. Acrescente maionese até obter um patê. O ponto do patê depende de como você vai rechear as claras.

Deviled Eggs

Se quiser uma refeição rápida, use uma colherinha para colocar o patê dentro da clara, onde antes estava a gema – como na foto acima. Neste caso, o melhor é um patê mais grossinho.

Se quiser servir de entrada, coloque o recheio em um saco de confeiteiro com bico pitanga grande, como fiz na primeira foto. Neste caso, coloque um pouco mais de maionese ou de água de picles no patê, para facilitar.

Decore com azeitonas/pimenta-biquinho/alcaparras. Sirva em temperatura ambiente ou frio!