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Ceviche de Abobrinha

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Ceviche de Abobrinha

Mamãe, que veio em uma visitinha-relâmpago, abriu a geladeira, viu umas abobrinhas e disse que tinha comido um ceviche de abobrinha não sei onde, não sei como, mas que tinha sido muito gostoso. Claro que eu fiquei curiosa – ceviche sem peixe? – então fui atrás de uma receita!

Achei uma que parecia bem interessante, mas deixava as tiras de abobrinha inteira. Ao fazer a minha versão, cortei as tiras com a mandolina, para ficarem bem fininhas, mas depois cortei em pedaços menores. Além de ser fácil, ficou uma delícia!

Você vai precisar de:

3 abobrinhas médias
½ cebola média, cortadas em tiras fininhas – eu esqueci de colocar na foto dos ingredientes! 😮
¼ de pimentão vermelho, picado em cubinhos miudinhos
Umas 2 pimentas-de-cheiro, picadas fininhas (opcional) – aqui, usei ½ catalán dulce, que é o que tem
½ maço de coentro, picado pequenininho
Suco de dois limões sicilianos
Sal, pimenta calabresa e pimenta-do-reino a gosto.

Ceviche de Abobrinha

Corte a cebola em fatias beeeeem fininhas. Coloque-as em uma tigelinha, acrescente o suco de um limão siciliano e reserve. Essa etapa ajuda a diminuir o ardor da cebola crua – não costumo fazer isso, mas a que eu usei estava BEM ardida! 😀

Enquanto a cebola descansa, corte a abobrinha em fatias beeeeem fininhas. Se tiver uma mandolina, melhor. Descarte o miolo, que é só semente mesmo. Depois de fatiar, corte a abobrinha em pedaços médios. Corte o pimentão, as pimentas-de-cheiro e pique o coentro.

Na tigela que for servir, misture a abobrinha, o pimentão, as pimentas-de-cheiro, o coentro e a cebola reservada. Coloque o suco do outro limão siciliano, tempere com sal, pimenta-do-reino e pimenta calabresa. Deixe macerar por uns 15-20 minutos e sirva como entrada, acompanhamento, lanchinho…. 😀

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Broccoli Melts (Sanduíche de Brócolis)

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Broccoli Melts

É, eu sei. “Sanduíche de brócolis” não parece ser uma coisa boa. Eu fiquei levemente intrigada quando li a receita na Smitten Kitchen no ano passado, mas depois pensei “er… não. Isso é sanduíche de brócolis”. Deixei quieto.

Isso até a semana passada. Sky comprou não-sei-quantos brócolis porque estava em promoção. Eu não aguentava mais comer brócolis puxado na manteiga. Lembrei dessa receita. Li de novo, achei menos estranha e resolvi fazer. Ela rende oito fatias e eu realmente achei que iria sobrar. Que inocência! Sky mordeu a primeira e falou: você fez pouco. Eu provei e concordei – quase deu briga pelo último pedaço! 😀

Sabe quando uma receita entra imediatamente pro cardápio semanal? Pois é! A combinação do brócolis com as raspas de limão e o queijo fica realmente muito boa!!

Para deixar o ceticismo de lado e fazer essa delícia, você vai precisar de:

500 g de brócolis
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 dentes de alho, picados – eu usei alho em flocos, porque não tinha alho em casa #desespero
Pimenta calabresa, a gosto
Raspas e suco de meio limão – eu raspei o limão siciliano inteiro 😀
Sal e pimenta do reino
½ xícara de queijo parmesão ralado no ralador mais fininho
8 fatias de pão
manteiga, se quiser passar no pão
8 fatias de muçarela

Broccoli Melts

Comece preparando o brócolis: corte os floretes em pedaços médios (de uns 5 cm) e os talos, que são mais duros, em pedaços pequenos (de uns 2 cm). Em uma panelinha, coloque cerca de um dedo de água para ferver. Quando estiver fervendo, coloque o brócolis picado, tampe a panela e deixe cozinhar por uns 4-5 minutinhos. Escorra bem a água – a receita original sugere secar com papel toalha, mas eu esqueci e não fiz isso – e transfira para uma tábua.

Corte o brócolis mais uma vez, agora pra que tudo fique em pedacinhos pequenos. Seque a panelinha que você usou para cozinhar o brócolis e aqueça o azeite por um minuto, em fogo médio. Coloque a pimenta calabresa e o alho e deixe aquecer por mais um minuto. Coloque o brócolis e misture bem, para envolver o brócolis no azeite. Acrescente uma pitada de sal e
cozinhe por uns dois minutos e reserve.

Coloque as fatias de pão na assadeira – eu usei a do forninho elétrico, porque meu forno não tem grill. Toste levemente as fatias, dos dois lados – eu passei manteiga dos dois lados porque, né?

Quando o pão estiver levemente tostado, pegue aquela panelinha com brócolis e acrescente o queijo parmesão ralado, as raspas e o suco de limão. Prove para ver se está bom de sal – se não estiver, agora é a hora de acertar!

Coloque uma montanhinha da mistura de brócolis sobre cada fatia de pão. Coloque uma fatia de muçarela e leve ao forno para derreter o queijo. Devore sem neuras, porque né, brócolis = saudável. 😀

Pãezinhos de Mel

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Pãezinhos de Mel

Quando eu morava em Brasília, eu e meus amigos do trabalho de vez em quando chutávamos o balde e almoçávamos no Texas Roadhouse Grill, que tinha um pãozinho de couvert maravilhoso. Eu sempre ameaçava ir lá só para comer o pãozinho e tomar chopp, sem pedir almoço mesmo! Infelizmente, nunca fiz isso. Mas também nunca esqueci do pãozinho.

Continuando as Tertúlias de Pãozinho, resolvi fazer uma receita que tinha pinado despretensiosamente no Pinterest. Não parecia nada demais: um pãozinho bem fofinho, pronto. Fácil e simples. Quando saiu do forno, pincelei a manteiga de mel, peguei um pãozinho e dei outro pro Sky. Mordemos e falamos quase junto “é o pãozinho do Roadhouse!”. 😀

Você vai precisar de:

240 mL (1 xícara) de leite integral, morno
2 1/4 colheres (chá) de fermento biológico seco
1/2 colher (chá) de açúcar
80 g (1/4 xícara) de mel
1 ovo + 1 gema
60 g (1/4 xícara) de manteiga sem sal, derretida e fria
1/2 colher (chá) de sal
450 g (3 1/2 xícaras) de farinha para pães – Eu usei metade farinha para pães, metade farinha comum. Tive que adicionar ¼ de xícara de farinha para dar o ponto, porque o clima estava bem úmido. Comece com a quantidade indicada e, se necessário, acrescente mais.

Para a cobertura, que não é opcional:

60 g (1/4 xícara) manteiga sem sal, em temperatura ambiente
2 colheres (sopa) de mel

Pãezinhos de Mel

Na tigela da batedeira planetária (ou em uma tigela grande), coloque o leite, o fermento biológico e o açúcar. Misture e reserve. Passados cinco a dez minutinhos, a mistura deve espumar, como se fosse o colarinho de uma cerveja. Se não estiver assim, algo deu errado: ou o seu fermento está velho ou o leite estava muito quente. De qualquer maneira, descarte a mistura e comece de novo!

Adicione o mel, o ovo, a gema, a manteiga derretida, o sal e a farinha. Sove com o batedor em formato de gancho (ou com a mão mesmo) por mais ou menos cinco minutos, até que a massa não esteja MUITO grudenta e você consiga moldá-la em uma bola. Se for preciso, acrescente mais farinha, mas com cuidado: a massa é um pouquinho grudenta mesmo e não é legal colocar muita farinha, para que aos pãezinhos não fiquem duros! No fim, tive que colocar ¼ de xícara a mais, uma colherada por vez.

Coloque a massa na tigela e cubra com plástico-filme. Deixe crescer em um lugar quentinho, sem vento, até que dobre de tamanho. Aqui, o processo levou 1 hora.

Quando a massa tiver dobrado de volume, dê um soquinho para desinflar e transfira-a para uma bancada enfarinhada. Eu dividi a massa em 32 partes, mas você pode dividir em 12-16 para pãezinhos de tamanho normal. Modele os pãezinhos em bolinhas e coloque-os sobre uma assadeira de 25 x 35 cm, untada ou coberta com silpat. Lembre-se que massa de pão não é brigadeiro – se você tentar enrolar como se fosse um brigadeiro, não vai ficar tão bonitinho. Este vídeo (em inglês, mas não faz diferença) mostra a técnica que eu uso – parece demorado, mas com o tempo você pega a manha e faz rapidinho!

Cubra os pães levemente com plástico-filme ou um pano de prato (não use aqueles felpudos!) e deixe crescer de novo, até que dobrem de volume.

Enquanto isso, prepare a cobertura: misture a manteiga e o mel e reserve em temperatura ambiente, para que não endureça.

Asse-os em forno pré-aquecido por cerca de 20-25 minutos, ou até que dourem e você ouça um som de oco quando der batidinhas na superfície.

Assim que saírem do forno, pincele-os GENEROSAMENTE com a manteiga de mel (eu usei mais da metade da manteiga). Deixe esfriar por alguns minutinhos e sirva com o resto da manteiga.

FREEZER: Se você conseguir essa proeza, coloque os pãezinhos frios em um saquinho ziploc e congele por até 3 meses.

Pãezinhos de Alho

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Pãezinhos de Alho

Não sei se vocês já repararam, mas eu sou a louca do alho. Toda receita que pede alho eu já naturalmente dobro a quantidade recomendada, mas reclamo que tem pouco alho… Para esses pãezinhos, o Jaime Oliver falava em 1 cabeça de alho pra 500 g de manteiga, mas a gente só usa 125 g nessa receita – obviamente, não havia razão para diminuir o alho! 😀 #loka

Li essa receita e resolvi fazer, achando que ia ser gostosa, mas nada de muito diferente. Só que a receita tem um truquinho que eu nunca tinha feito: os pãezinhos são assados na assadeira untada com a manteiga de alho e enfarinhada com farinha de rosca. Essa “caminha” forma um fundinho crocante MARAVILHOSO!

Aqui em casa, esses pãezinhos serviram de acompanhamento para uma sopa, mas já estou imaginando com chili, pra servir junto com macarrão (e limpar o molho que sobrou no prato, sabe como?), etc, etc…

Você vai precisar de:

Para o pão:

800 g de farinha de trigo para pães – usei uma mistura de farinha de trigo normal e de pães
7 g de fermento biológico seco
1 colher (chá) de sal
500 mL de água morna
farinha de rosca, para polvilhar a assadeira

Para a manteiga:

Se você for uma pessoa normal, 5 dentes de alho bem picadinhos – eu usei quase 1 cabeça inteira
125 g de manteiga em temperatura ambiente
raspas de 1 limão
1 ramo de salsinha, picadinho
1 colher (chá) de pimenta caiena
Se a sua manteiga for sem sal, 1 colher (chá) de sal

 
Pãezinhos de Alho

Comece preparando a massa dos pãezinhos: em uma tigelona, misture a farinha de trigo, o sal e o fermento biológico. Acrescente a água aos poucos e sove (na mão ou na batedeira com o batedor em formato de gancho) por uns dez minutos, até que a massa fique macia e elástica. Forme uma bola, coloque na tigelona e cubra com um pano de prato. Deixe crescer por mais ou menos uma hora, ou até dobrar de tamanho.

Enquanto isso, prepare a manteiga de alho, que nada mais é do que todos os ingredientes da manteiga, bem misturadinhos! Reserve em temperatura ambiente, para que ela não endureça.

Unte uma assadeira de 25 x 35 cm com 1/3 da manteiga de alho. Polvilhe bastante farinha de rosca, cobrindo bem toda a superfície da assadeira. Reserve.

Quando a massa do pão dobrar de volume, divida-a em 35 partes iguais e faça bolinhas. Sim, essa é a hora de ser multitarefa, fazendo bolinhas e vendo aquele episódio novo… 😀 Lembre-se que massa de pão não é brigadeiro – se você tentar enrolar como se fosse um brigadeiro, não vai ficar tão bonitinho. Esse vídeo (em inglês, mas não faz diferença) mostra a técnica que eu uso – parece demorado, mas com o tempo você pega a manha e faz rapidinho!

Arrume os pãezinhos na assadeira, cubra com o pano de prato e deixe crescer novamente, por mais uma hora e meia, ou até que dobrem de volume.

Passado este tempo, preaqueça o forno e pincele o topo e as laterais de todos os pãezinhos com 1/3 da manteiga de alho. Como aqui estava frio, dei uma leve esquentadinha na manteiga, só para amolecer um pouco.

Asse por 25-30 minutos, ou até que eles estejam douradinhos. Assim que eles saírem do forno, pincele o resto da manteiga sobre os pãezinhos e, teoricamente, deixe esfriar um pouco antes de servir!

FREEZER: como a maioria dos pães, estes pãezinhos congelam bem – coloque-os já frios em um saquinho Ziploc e pronto

Torta de Cebolas Assadas

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Torta de Cebolas Assadas

OPS, pulamos uma semana! Fui a um congresso semana passada e acabei não tendo tempo de deixar a receita agendada… :S

Para fecharmos as Tertúlias de Torta, resolvi fazer uma receita que sempre namorei. Ela parecia ser bem fácil (e era mesmo), mas eu tinha um grande problema: nunca encontrei uma massa folhada decente aqui no Uruguai! As congeladas NUNCA folheavam, além de terem aquele gosto maravilhoso (sqn) de gordura vegetal hidrogenada! Resolvi o problema aloprando: fiz a minha própria massa folhada, seguindo a receita da La Cucinetta. Deu super certo e nem foi tão difícil! Não tirei fotos do processo, mas vou corrigir esse erro na próxima vez.

Essa é uma boa pedida para um jantarzinho em casa, um happy hour… ou um almoço de domingo mesmo!

Você vai precisar de:

¼ xícara de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de vinagre – a receita original falava em vinagre de vinho tinto, mas eu usei vinagre de arroz porque era o que tinha em casa!
1 colher (sopa) de tomilho – usei o seco, mas se você tiver tomilho fresco é melhor!
raspas da casca de 1 limão siciliano – usem! Esqueci de colocar na foto dos ingredientes, então raspei direto sobre a assadeira 😀
sal e pimenta-do-reino
2 cebolas roxas
2 cebolas – como a minha cebola era muito grande, usei só uma
400 g de massa folhada – pode ser a congelada mesmo, eu é que não encontro ela aqui!
100 g de queijo de cabra cremoso – eu usei um queijo de cabra temperado com ervas finas, ficou bem legal! Você pode usar cream cheese, se não for chegado ao queijo de cabra
1 ovo batido, para pincelar

Torta de Cebolas Assadas

A torta chama “Torta de Cebolas ASSADAS”, né? Então começamos assando as cebolas! 😀 Corte as cebolas em rodelas finas. Se tiver uma mandolina (meu atual sonho de consumo), mande bala! Forre uma assadeira grande com papel manteiga e coloque as rodelas inteiras – não as separe em anéis e, se possível, não empilhe as rodelas.

Em uma tigela, misture o azeite, vinagre, o tomilho e as raspas de limão. Acrescente um pouco de sal e pimenta-do-reino. Despeje a mistura sobre as rodelas de cebola e leve para assar por uns 25 minutos, até que estejam macias. Deixe esfriar um pouco, mas não desligue o forno!

Abra a massa folhada em um retângulo de 20 x 25 cm, mais ou menos. Se estiver fazendo a massa caseira, forre uma forma com papel manteiga, para absorver um pouco da gordura extra e deixar mais crocante!
Com uma faca, risque uma bordinha de 1 cm em todos os lados do retângulo da massa, mas sem cortar totalmente. Isso vai criar uma bordinha mais folheada para a torta, fica bonito! Com o garfo, faça furinhos dentro de toda a margem. Espalhe o queijo dentro dessa margem e arrume as fatias de cebola – agora você pode empilhar um pouco! ☺

Pincele a bordinha com o ovo batido e asse por uns 20 minutos, ou até que a massa cresça e doure. Agora é só comer!

Quiche Lorraine

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Quiche Lorraine

Nessa ida a Brasília ganhei um presente maravilhoso da minha tia Paula: o livro do Gui Poulain, Cartas Amarelas! Além do autógrafo maravilhoso, o livro é lindo de tudo quanto é jeito. Claro que já estava agoniada querendo começar a fazer receitas dele – para começarmos as Tertúlias de Tortas, resolvi fazer a receita de Quiche Lorraine, porque é uma das minhas tortas favoritas!

Segui a receita quase à risca – mudei o jeito de abrir a massa, porque não queria sujar a bancada! Como esperado, ficou sensacional. O mais legal é que é uma delícia quente E em temperatura ambiente. Essa receita rendeu seis porções – almoço, jantar e almoço de novo! E ninguém reclamou de comer a mesma coisa três vezes seguidas… 😉

Para a massa

250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga sem sal gelada, cortada em cubinhos
2 colheres (chá) de sal – da próxima vez, vou usar uma colher só, achei a massa um cadinho salgada
1 colher (chá) de açúcar
1 gema de ovo
50 mL de água

Para o recheio

300 g de bacon, cortado em cubinhos
1 cebola, cortada em cubinhos
3 ovos
250 g de creme de leite
sal, pimenta-do-reino e noz-moscada
150 g de queijo gruyère, ralado grosso – tenho certeza que dá pra usar a boa e velha muçarela aqui sem problemas

Quiche Lorraine

Comece fazendo a massa. Com um fuê, misture a farinha de trigo, sal e açúcar. Coloque a manteiga e, com a ponta dos dedos, amasse até formar uma farofinha úmida. Acrescente a gema e a água e amasse só até conseguir formar uma bola – não sove, para que a massa não fique dura! Envolva em um plástico-filme e leve para a geladeira por uns 20 minutos, para descansar.

Isso é o oposto do que você vai fazer, porque agora é hora de cortar o bacon em cubinhos! Frite em fogo baixo, com paciência, para que a gordura do bacon derreta bem. Quando o bacon tiver bem fritinho, retire um pouco da gordura que ficou na panela, acrescente a cebola picadinha e doure no restinho de gordura do bacon. Reserve o bacon e a cebola em um prato, tentando não beliscar muito até a hora de montar a torta.

Em uma tigelinha, bata os ovos com o creme de leite e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

Tire a massa da geladeira. O jeito normal de abrir é polvilhando a bancada com farinha e usando o rolo. Pra reduzir a bagunça, eu cortei duas folhas de papel manteiga em um tamanho maior do que a minha forma (que tinha 23 cm), coloquei a massa entre as duas folhas e usei um rolo para abrir. Daí tirei o papel de cima, coloquei a forma sobre a massa, girei todo mundo e a massa ficou certinha na forma! (E, lógico, tirei a segunda folha de papel manteiga).

Montar a torta é muito fácil: coloque o refogadinho de cebola e bacon, cobrindo bem o fundo, despeje a mistura de ovos e creme de leite e cubra tudo muito bem com o gruyère ralado!

Leve ao forno preaquecido por uns 40 minutos, mais ou menos, ou até que tudo fique douradinho e firme! Você pode atacar assim que sair do forno (foi o que fizemos aqui) ou esperar esfriar e comer em temperatura ambiente (o que também fizemos aqui :D)

Patê de Queijo de Cabra

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Patê de Queijo de Cabra

No carnaval, você vai desfilar na Unidos da Netflix ou na Acadêmicos da Leitura Atrasada? 😀

Para finalizarmos as Tertúlias de Patê, nada melhor que uma receita diferente (adaptada do Chef John) e que parece que leva horas para fazer − todo mundo vai achar que você é super cozinheiro, mas na verdade você só vai ter misturado um monte de coisas em uma tigela! É a receita mais fácil da série!

Como você já ia mesmo passar no mercado depois do trabalho pra comprar cerveja pro feriadão, aproveite para comprar o queijo de cabra e tirar onda no carnaval! 😀

Você vai precisar de:

200 g de cream cheese
200 g de queijo de cabra suave* – aqui usei o cremoso, mas já fiz com o duro. Nesse caso, é só ralar o queijo de cabra grosseiramente.
1 dente de alho amassado – usei alho em flocos porque estava com preguiça! #verdades
¼ de xícara de ervas de sua preferência, picadas – usei só salsinha e cebolinha mesmo, mas já fiz com manjericão, com endro…. vai muito do seu gosto!
Sal, pimenta-do-reino e páprica picante a gosto

*Se o seu queijo de cabra for daqueles com sabor mais forte, comece colocando só metade! Adicione o restante aos poucos, provando sempre para não ficar muito forte.

 Patê de Queijo de Cabra

O modo de preparo é extremamente adequado para o carnaval. Coloque todos os ingredientes em uma tigela. Com a espátula de silicone, amasse e misture tudo muito bem. Prove para ver se está bom de sal e temperos e pronto. É isso!

Mas, né, claro que dá para fazer uma firulinha! Coloque um pedaço grande de plástico-filme sobre a bancada. Despeje o patê sobre o plástico e molde em forma de cilindro. Leve à geladeira por duas horas, mais ou menos, para firmar bem. Na hora de servir, tire o plástico (lógico, né?) e fatie o patê! 🙂

Tapenade

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Tapenade

Quando me mudei para o Uruguai, uma das coisas que tive que aprender foi cozinhar – ninguém sobrevive de macarrão, bolo, ovo mexido e patê de atum, né? (Sério, era mais ou menos esse meu repertório). Fui tentando fazer coisas simples, mas que fossem diferentes. Uma delas foi justamente a tal da tapenade, esse patê francês de azeitonas pretas.

A receita que eu fazia (não lembro onde encontrei!) levava quantidades iguais de azeitonas pretas e verdes, alho, sal, pimenta e manjericão. Simplesmente jogava tudo no processador, pulsava e pronto: patêzinho diferente e gostoso. Quando decidi que em fevereiro teríamos as Tertúlias de Patê, não tive dúvidas em incluir a tapenade. Então, fui buscar a “receita original, autêntica, bla bla bla”. Claro que não encontrei!

Encontrei várias receitas diferentes, cada uma acrescentando/omitindo alguma coisa. Confusa, tive que apelar para a Wikipedia, que disse que era uma receita com azeitonas, alcaparras, anchovas e alho! Então encontrei essa receita no The Guardian e resolvi fazer – acabei adaptando, sabe como é. Achei muito melhor do que a que fazia antes!

Ela não rende muito, o que é ótimo: é um patê de sabor bem forte, não precisa muito!

Você vai precisar de:

½ xícara de azeitonas pretas sem caroço

2 colheres (sopa) de alcaparras

2 filés de anchovas, escorridos – sempre tenho anchovas em casa, para fazer o molho da Salada Caesar … ou pra botar na pizza mesmo! Se você preferir uma receita vegana, basta omitir.

3 dentes de alho

1 colher (sopa) de orégano e/ou tomilho – usei ½ de cada

1 colher (sopa) de mostarda Dijon

Azeite, sal e pimenta a gosto – eu não usei sal, porque achei que as alcaparras e anchovas já tinham dado conta do recado.

Tapenade

Além de testar a receita “mais autêntica”, resolvi testar também o método mais tradicional: o pilão!

Pique grosseiramente as azeitonas, as alcaparras, as anchovas e o alho. Coloque tudo no pilão, acrescente as ervas e SOQUE (vocês conseguem falar isso sem rir? Eu não #quintasérie).

Soque bem até que fique uma pasta não muito grossa. Misture a mostarda e soque. Acrescente mais ou menos 2 colheres (sopa) de azeite e soque um pouquinho mais com o pilão. Tempere com sal e pimenta.

Ou…. jogue todos os ingredientes no processador, pulsando até que fique uma pasta pedaçuda! 😀

Patê de Beterraba e Feijão Branco

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Patê de Beterraba e Feijão Branco

Procurando receitas de “coisas de passar no pão” que fossem diferentes do tradicional (e, se possível, veganas), acabei encontrando essa receita. Como já tinha feito um patê de feijão branco e outro de beterraba, não tive dúvidas: juntar os dois ia ser sucesso! 🙂

Além do visual bonitão, o que realmente me motivou a testar essa receita foi ver que ela pedia para assar as beterrabas – que, convenhamos, é a forma mais gostosa de comê-las! Depois que descobri isso, nunca mais tive coragem de só cozinhar em água e sal! Como achei a receita original um pouco suave, dei uma incrementadinha nos temperos.

Patê de Beterraba e Feijão Branco

Você vai precisar de:

1 lata de feijão branco – como eu não compro feijão enlatado, usei 1 ½ xícara de feijão branco cozido
2 beterrabas grandes
1 dente de alho – claro que eu usei mais do que isso: aqui foram 6 😀
2 colheres (sopa) de azeite
sal, pimenta-do-reino e páprica a gosto – usei páprica doce e páprica defumada

Corte as beterrabas em cubinhos – como a minha assadeira era razoavelmente grande, cortei mais algumas, para aproveitar o forno 😀

Tempere GENEROSAMENTE as beterrabas com azeite, sal, pimenta-do-reino e páprica, misturando bem para que todos os pedacinhos fiquem bem temperados. Coloque alguns dentes de alho sobre as beterrabas e leve para assar em forno preaquecido por uns 40 minutos, até que elas fiquem macias.

Quando elas saírem do forno, coloque no liquidificador as beterrabas, o feijão branco e uma ou duas colheres de água, só para ajudar a bater. Como o meu liquidificador faleceu #RIP e eu ainda não comprei outro, fui no mixer. Demorou, mas deu certo!

Aí é só levar para a geladeira e servir com torradinhas, batatinhas, etc 😀

Patê de Cebola Roxa

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No primeiro fim de semana de fevereiro, temos o Super Bowl. No último fim de semana de fevereiro, temos o carnaval – celebraremos na Unidos da Netflix. Todas essas coisas pedem um petisco, não pedem?

Para abrirmos as Tertúlias de Patê, adaptei levemente essa receita da Rita Lobo, porque não tinha cebola amarela em casa. 🙂 Já fiz com a cebola amarela também, mas pra falar a verdade com cebola roxa fica muuuuuuito mais gostoso! Agora só faço assim!

Você vai precisar de:

350 g de creme de ricota – eu usei sour cream, porque é o que tem aqui. Se não encontrar creme de ricota, pode bater a ricota normal com um pouco de creme de leite, vai dar certo.

2 cebolas roxas grandonas (ou 4 médias), fatiadas o mais fininho possível

4 colheres (sopa) de azeite

suco de 1 limão

sal, pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto

Comece cortando as cebolas. Se tiver um mandolim, é hora de tirá-lo da gaveta! 😀 Eu (ainda) não tenho, então fui na faca bem afiada mesmo.

Em uma frigideira grande, esquente duas colheres de azeite em fogo baixo e coloque as cebolas. Agora é hora de caramelizar: mexa as cebolas de vez em quando, até elas mudarem bem de textura – elas ficarão bem macias e a parte branca ficará translúcida. Aqui, o processo levou uns 20 minutos. Como a Rita Lobo disse que “não adianta aumentar o fogo, a cebola vai queimar em vez de caramelizar”, eu obedeci!

Em uma tigela, misture o creme de ricota com as outras duas colheres de azeite, o suco de limão e os temperos. Reserve.

Quando a cebola estiver bem caramelizada, reserve um pouquinho para decorar e pique BEEEEM picadinho o resto. Adicione ao creme de ricota temperado, cubra e leve à geladeira até esfriar (eu acho mais gostoso frio). Sirva com torradinhas ou cenouras e pepinos cortados em rodelas.

É uma ótima opção para uma noite de jogos (aqui em casa, Cards Against Humanity), porque, além de ser uma delícia, você pode fazer no dia anterior!