Autor Arquivo: Ana Olson

Ceviche de Abobrinha

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Ceviche de Abobrinha

Mamãe, que veio em uma visitinha-relâmpago, abriu a geladeira, viu umas abobrinhas e disse que tinha comido um ceviche de abobrinha não sei onde, não sei como, mas que tinha sido muito gostoso. Claro que eu fiquei curiosa – ceviche sem peixe? – então fui atrás de uma receita!

Achei uma que parecia bem interessante, mas deixava as tiras de abobrinha inteira. Ao fazer a minha versão, cortei as tiras com a mandolina, para ficarem bem fininhas, mas depois cortei em pedaços menores. Além de ser fácil, ficou uma delícia!

Você vai precisar de:

3 abobrinhas médias
½ cebola média, cortadas em tiras fininhas – eu esqueci de colocar na foto dos ingredientes! 😮
¼ de pimentão vermelho, picado em cubinhos miudinhos
Umas 2 pimentas-de-cheiro, picadas fininhas (opcional) – aqui, usei ½ catalán dulce, que é o que tem
½ maço de coentro, picado pequenininho
Suco de dois limões sicilianos
Sal, pimenta calabresa e pimenta-do-reino a gosto.

Ceviche de Abobrinha

Corte a cebola em fatias beeeeem fininhas. Coloque-as em uma tigelinha, acrescente o suco de um limão siciliano e reserve. Essa etapa ajuda a diminuir o ardor da cebola crua – não costumo fazer isso, mas a que eu usei estava BEM ardida! 😀

Enquanto a cebola descansa, corte a abobrinha em fatias beeeeem fininhas. Se tiver uma mandolina, melhor. Descarte o miolo, que é só semente mesmo. Depois de fatiar, corte a abobrinha em pedaços médios. Corte o pimentão, as pimentas-de-cheiro e pique o coentro.

Na tigela que for servir, misture a abobrinha, o pimentão, as pimentas-de-cheiro, o coentro e a cebola reservada. Coloque o suco do outro limão siciliano, tempere com sal, pimenta-do-reino e pimenta calabresa. Deixe macerar por uns 15-20 minutos e sirva como entrada, acompanhamento, lanchinho…. 😀

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Broccoli Melts (Sanduíche de Brócolis)

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Broccoli Melts

É, eu sei. “Sanduíche de brócolis” não parece ser uma coisa boa. Eu fiquei levemente intrigada quando li a receita na Smitten Kitchen no ano passado, mas depois pensei “er… não. Isso é sanduíche de brócolis”. Deixei quieto.

Isso até a semana passada. Sky comprou não-sei-quantos brócolis porque estava em promoção. Eu não aguentava mais comer brócolis puxado na manteiga. Lembrei dessa receita. Li de novo, achei menos estranha e resolvi fazer. Ela rende oito fatias e eu realmente achei que iria sobrar. Que inocência! Sky mordeu a primeira e falou: você fez pouco. Eu provei e concordei – quase deu briga pelo último pedaço! 😀

Sabe quando uma receita entra imediatamente pro cardápio semanal? Pois é! A combinação do brócolis com as raspas de limão e o queijo fica realmente muito boa!!

Para deixar o ceticismo de lado e fazer essa delícia, você vai precisar de:

500 g de brócolis
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 dentes de alho, picados – eu usei alho em flocos, porque não tinha alho em casa #desespero
Pimenta calabresa, a gosto
Raspas e suco de meio limão – eu raspei o limão siciliano inteiro 😀
Sal e pimenta do reino
½ xícara de queijo parmesão ralado no ralador mais fininho
8 fatias de pão
manteiga, se quiser passar no pão
8 fatias de muçarela

Broccoli Melts

Comece preparando o brócolis: corte os floretes em pedaços médios (de uns 5 cm) e os talos, que são mais duros, em pedaços pequenos (de uns 2 cm). Em uma panelinha, coloque cerca de um dedo de água para ferver. Quando estiver fervendo, coloque o brócolis picado, tampe a panela e deixe cozinhar por uns 4-5 minutinhos. Escorra bem a água – a receita original sugere secar com papel toalha, mas eu esqueci e não fiz isso – e transfira para uma tábua.

Corte o brócolis mais uma vez, agora pra que tudo fique em pedacinhos pequenos. Seque a panelinha que você usou para cozinhar o brócolis e aqueça o azeite por um minuto, em fogo médio. Coloque a pimenta calabresa e o alho e deixe aquecer por mais um minuto. Coloque o brócolis e misture bem, para envolver o brócolis no azeite. Acrescente uma pitada de sal e
cozinhe por uns dois minutos e reserve.

Coloque as fatias de pão na assadeira – eu usei a do forninho elétrico, porque meu forno não tem grill. Toste levemente as fatias, dos dois lados – eu passei manteiga dos dois lados porque, né?

Quando o pão estiver levemente tostado, pegue aquela panelinha com brócolis e acrescente o queijo parmesão ralado, as raspas e o suco de limão. Prove para ver se está bom de sal – se não estiver, agora é a hora de acertar!

Coloque uma montanhinha da mistura de brócolis sobre cada fatia de pão. Coloque uma fatia de muçarela e leve ao forno para derreter o queijo. Devore sem neuras, porque né, brócolis = saudável. 😀

Barrinhas de Chocolate Coco e Nozes

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O blog estava paradinho, né? Agosto foi um mês BEM zoado, mas terminou da melhor maneira possível, então estamos de volta!

Quando vi essa receita, decidi adaptar de levinho, só para trocar o “Karo” (aff) por mel de verdade. Fui ao mercado e comprei nozes pecã, mas esqueci que a receita pedia 3 xícaras e comprei só um pacotinho! Então, tive que adaptar também, reduzindo a quantidade para duas xícaras e colocando metade nozes pecã e metade nozes mariposa. Aí, quando fui separar os ingredientes para fazer a foto, percebi que não tinha gotas de chocolate nem coco em flocos em quantidade suficiente – então usei chocolate picado e completei o coco com coco ralado comum 😀 Mas com todas essas adaptações, as barrinhas ficaram ótimas! 🙂

Para uma forma de 20 x 30 cm, você vai precisar de:

Base:
1 ¾ xícaras de farinha de trigo
¾ xícara de açúcar de confeiteiro
¼ xícara de cacau em pó, sem açúcar
¾ xícara (170 g) de manteiga gelada, cortada em cubinhos

Camada de chocolate delícia:
1 ½ xícara de gotas de chocolate – eu usei chocolate em barra, picado, e completei com discos de chocolate, ambos 70%

Cobertura:
3 ovos grandes
¾ xícara de açúcar mascavo – pressione bem na xícara medidora
¾ xícara de mel
¼ xícara (60 g) de manteiga, derretida – sim, manteiga de novo, não é erro! 😀
1 xícara de coco em flocos adoçados – eu usei uma mistura de coco em flocos NÃO adoçados e coco ralado
2 xícaras de nozes pecãs – eu usei uma mistura de nozes pecãs e mariposa, mas acho que ficaria bem gostoso usando avelãs em vez de nozes!

Barrinhas de Chocolate Coco e Nozes

Como a maioria das receitas de barrinhas, comece preparando a forma: unte uma assadeira de 20 x 30 cm e cubra-a com papel alumínio, deixando uma “alça” para facilitar na hora de retirar da assadeira. Unte BEM o papel alumínio, tomando cuidado para não rasgar. Preciso reforçar o conceito de untar BEM o papel alumínio: não fiz isso (gente, agosto é zoado mesmo) e um pedaço GRUDOU de um jeito que não teve como desgrudar! 😦

Em outra assadeira, coloque as nozes, sem empilhar. Asse por uns 10 minutinhos, sacudindo de vez em quando, só para dar uma leve tostada. Reserve.

Em uma tigela, misture a farinha de trigo, o açúcar de confeiteiro e o cacau em pó usando um fuê. Adicione a manteiga gelada e esmague os pedacinhos com a ponta dos dedos, até obter uma farofinha. Pressione essa farofinha no fundo da assadeira preparada e asse em forno pré-aquecido por 15 minutos.

Assim que retirar a base do forno, despeje as gotinhas de chocolate (ou chocolate picado) uniformemente sobre a massa – o chocolate vai derreter rapidinho, formando uma camada bem gostosa 😀

Deixe esfriar sobre uma gradinha por pelo menos 30 minutos.

Em uma tigela, bata levemente os ovos com um fuê. Adicione o açúcar mascavo, o mel e a manteiga derretida. Misture bem até que todos os ingredientes estejam incorporados. Acrescente o coco e as nozes.

Despeje essa mistura sobre a base e leve para assar em forno pré-aquecido por mais ou menos 35 minutos, ou até que a cobertura esteja firme e as bordas estejam douradas. Deixe esfriar por uma hora e então leve à geladeira por mais uma hora.

Use as “alças” de papel alumínio para retirar as barrinhas da forma. Coloque-as sobre uma tábua. Corte-as com uma faca bem afiada e sirva!

Barrinhas Lamington

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Lamington Bars
Sabe, às vezes a gente só precisa de uma receita fácil, mas com cara de trabalhosa, complexa, sofisticada. Ou com um nome chique.

Essa receita, da Technicolor Kitchen, atendeu um antigo desejo meu: sempre quis fazer Lamingtons, mas morria de preguiça.

Você vai precisar de:

125g de manteiga sem sal, amolecida – sério, não é tirar da geladeira e esperar 5 minutos. Ok, se você morar em um lugar muito quente, talvez seja…. hahahaha! Pense em “manteiga macia, tipo uma pomada”. Agora tente não pensar em pomada de manteiga! 😀
¾ xícara de açúcar cristal – dá pra fazer com o normal? Provavelmente.
1 colher (chá) de extrato de baunilha – usei a famosa medida “tampinha”.
2 ovos
1 ¼ xícaras de farinha de trigo
1 ¼ colheres (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
½ xícara de leite integral
1 xícara de coco em flocos adoçados – eu usei a famosa medida “um tanto de coco”. Como aqui não tem coco em flocos adoçados, usei coco ralado comum mesmo

Para a calda, você vai precisar de:

¾ xícara de açúcar de confeiteiro, peneirado – dá pra fazer com o normal? Provavelmente NÃO.
2 colheres (sopa) de cacau em pó, sem adição de açúcar, peneirado
1/3 xícara de água fervente
1 ½ colheres (sopa) de manteiga sem sal, derretida

Como nas receitas de brownie, comece preparando a forma (usei uma de 20×30 cm): forre-a com papel alumínio e unte o papel CUIDADOSAMENTE, para não rasgar. Eu não tinha papel alumínio (absurdo!), então usei papel manteiga – bem untado também, o nome é papel manteiga só porque ele serve para GUARDAR o ingrediente! #truestory #euacho
Bata a manteiga, o açúcar e a baunilha na batedeira até obter um creme claro e fofo. Isso leva uns 5 minutos, mais ou menos.  Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição – use a espátula de silicone para raspar as laterais da tigela, pra que tudo misture bem.

Desligue a batedeira. Com a sua espátula, misture a farinha, fermento e sal até incorporar. Junte o leite e misture mais um pouco. Você vai ter uma massa razoavelmente grossa. Espalhe a massa na assadeira e alise a superfície – com a mesma espátula.

Asse por cerca de 30 minutos, ou até que um palito espetado no meio saia limpo – o bolo não cresce/doura muito, mas é assim mesmo. Deixe esfriar COMPLETAMENTE na forma, sobre uma gradinha.

Quando o bolo estiver frio, corte em barrinhas – cortar antes de jogar a calda vai ajudar a absorver e ficar bonitão dos lados!

Faça a calda – misture todos os ingredientes em uma tigelinha e pronto. Com uma colher e um cadinho de paciência (mas não muita), espalhe a calda sobre as barrinhas. Polvilhe o coco ralado e sirva!

O legal dessas barrinhas é que elas congelam PERFEITAMENTE. Enrolei-as em plástico filme, de duas em duas, e quando quero é só tirar do freezer, aguardar alguns minutinhos e mandar ver!

Borscht

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Borscht

Mês passado, minha tia me contou de uma sopa de beterraba que minha avó tinha feito uma vez, lá em 1900 e bolinha, mas tinha perdido a receita. Claro que fui conversar com a minha avó, mas ela só lembrava que a receita era russa, ou algo assim. Só podia ser borscht! Encontrei várias receitas, com várias formas de preparo distintas, e acabei decidindo juntar a receita da Ana com a do Chef John e fazer a minha! 🙂

Quem me conhece sabe que eu tenho opiniões fortíssimas sobre o vinagre (a saber: não é comida, é produto de limpeza!). Essa receita me fez mudar de opinião, ao menos temporariamente! Provei a sopa sem vinagre e provei com vinagre. Ficou muito melhor com! 😮

Falando em sopa, minha ex-professora Alessandra Siedschlag (sim, se você reconheceu o nome é ela mesma e agora eu sei que você assistia BBB) está fazendo um projeto super bacana: ela está fazendo e distribuindo sopa para os moradores de rua em São Paulo. E, claro, ela aceita ajuda! Seja em dinheiro, seja em doações de ingredientes/agasalhos/tempo para ajudar a descascar verduras… Se puderem, participem!

Voltando ao borscht, você vai precisar de:

3 xícaras de beterraba, cortadas em tirinhas/cubinhos
2 cenouras médias, cortada em cubinhos
1 cebola grande, cortada em cubinhos
2 talos de salsão/aipo, cortados em cubinhos
½ repolho branco, fatiado em tirinhas – usei ½ repolho porque o meu era um repolhão. Se o seu for do pequenininho, use todo!
2 litros de caldo de carne ou caldo de legumes, se preferir uma receita vegetariana
2 colheres (sopa) de vinagre
1 folha de louro
sal, pimenta e páprica

Borscht

Opcional, mas altamente recomendável:
Creme azedo (sour cream)*
Endro picadinho – no dia da foto, usei salsinha, mas depois provei com endro e fica maravilhoso

*Aqui é fácil de comprar, então usei o industrializado, mas você pode fazer o seu em casa: misture 240 mL de creme de leite fresco com 3 colheres (chá) de suco de limão. Mexa bem até engrossar e reserve por pelo menos 1 hora.

Essa receita é muito fácil: comece picando a beterraba, a cenoura, a cebola, o aipo e o repolho. Eu cortei a beterraba em tirinhas só porque achei que ia ficar bonito – não tem nenhuma explicação especial! 😀

Na panela que for fazer a sopa, coloque a cebola, o salsão/aipo e a cenoura com um pouco de manteiga (se for fazer para algum amigo vegano, use azeite!). Tempere com sal, pimenta e páprica e refogue por uns 5 minutinhos. Quando a cebola estiver transparente, acrescente o caldo, a beterraba e o repolho.

Tampe a panela. Cozinhe em fogo médio até levantar fervura. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 50 minutos, mais ou menos, até que a beterraba esteja macia. Prove o tempero, crie coragem e acrescente o vinagre. PRONTO, É ISSO.

Sirva com uma colherada generosa de creme azedo (menos para o seu amigo vegano) e um pouquinho de endro picado!

Sopa de Ervilhas Secas

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Sopa de Ervilha

Como já é quase tradição, o friozinho de julho pede Tertúlias de Sopa!

Eu amo ervilha. AMO. A de lata mesmo. (Pausa para as carinhas de “eca!”). Até como ervilhas frescas, mas não acho tão bom quanto aquela ervilhinha de lata…. #mejulguem Nunca tinha provado ervilhas secas. Na verdade, acho que nem nunca tinha visto no supermercado, mas isso provavelmente é porque o Sky é que faz as compras, eu só faço a lista 😀

Quando vi essa receita da Rita Lobo, que além de ervilhas pedia bacon, não tive dúvidas! Se você é vegetariano/vegano, não precisa ficar triste: siga a dica do Chef John e substitua o bacon por shiitake! Se você é onívoro, não faça essa cara de espanto/revolta ao ver que eu sugeri essa substituição…. 😀

A parte divertida da receita foi o acompanhamento – em vez de croutons ou pãezinhos, pipoca! Fiz sem acreditar muito, mas não é que fica bem gostoso??

Para uma sopa relativamente pequena, você vai precisar de:

250 g de bacon em cubinhos – a receita pedia só 100, veja bem que absurdo. Como já disse, para veganizar a receita, use shiitake!
1 cebola média, picada
500 g de ervilhas secas, hidratadas por 4 horas
1 folha de louro
2 litros de caldo de carne ou caldo de legumes, de preferência o caseiro!
sal, pimenta-do-reino e páprica
PIPOCA!

Sopa de Ervilha

Existe uma regra muito básica na cozinha, que é ler a receita inteira antes de começar a cozinhar. Todo mundo sabe disso. Básico. CLARO que eu não fiz isso e me ferrei, porque a ervilha tinha que ser hidratada! Ia fazer a sopa para o almoço, ficou para o jantar. 😦

Lave as ervilhas secas, coloque-as em uma tigela e cubra com o triplo de água. Deixe descansar por mais ou menos 4 horas.

Quando elas estiverem hidratadas, escorra a água e reserve. Na panela em que você for fazer a sopa, coloque o bacon para dourar, deixando sair bastante gordura – se estiver usando shiitake, dê uma fritadinha com azeite! Quando estiver dourado, retire com uma escumadeira e reserve.

Na gordura do bacon/azeite, doure a cebola em fogo baixo. Quando a cebola estiver transparente, adicione as ervilhas e refogue um minutinho, só pra dar uma temperadinha. Acrescente o caldo, tempere com uma colherinha de sal, além de pimenta-do-reino e páprica. Tampe a panela e deixe ferver. Cozinhe em fogo baixo por uns 20-25 minutos, misturando de vez em quando, até que as ervilhas estejam macias.

Enquanto isso, estoure as pipocas. Tente não comer toda a pipoca antes da sopa ficar pronta. É mais difícil do que parece #fato

Transfira a sopa aos poucos para o liquidificador e bata bem. A Rita Lobo recomenda segurar a tampa do liquidificador com um pano de prato pra evitar que o vapor abra a tampa. Eu usei o mixer direto na panela mesmo, muito mais fácil! 😀

Coloque a sopa de volta na panela (se estiver usando o mixer, não precisa fazer nada, só sorrir). Acrescente o bacon/shiitake e leve ao fogo alto até voltar a ferver. Prove para ver se está bom de sal.

Na hora de servir, coloque a sopa no prato/tigela e só então coloque as pipocas!

Caldo de Carne

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Caldo de Carne

Logo no comecinho da página do Facebook (o Tertúlias nem era blog ainda!), postei como fazer caldo de legumes caseiro. Uma receita bem fácil, mas que faz toda a diferença na hora de fazer uma sopa, um risoto, etc… Muito melhor que o caldo em cubinhos!

Embora eu ainda faça o caldo de legumes, a verdade é que ultimamente tenho usado o caldo de carne caseiro para a maioria das minhas sopas. Quando comecei a preparar as fotos para as Tertúlias de Sopa, Sky me perguntou se eu já tinha vertido a receita do caldo para postar no Culinary Tertulias (a versão em inglês do blog) – e ficou chocado ao saber que eu não tinha nem postado! “Como assim, o caldo de carne faz toda a diferença nas suas sopas, etc”. Então eu resolvi finalmente fotografar!

Existem várias formas de fazer caldo de carne. Eu costumo seguir uma combinação da receita do Chef John com a da Pat Feldman. Não é difícil, mas é demorado: o caldo precisa cozinhar por pelo menos 12 horas! Em geral, eu deixo cozinhando por 24 horas. Depois, eu reduzo BASTANTE, para congelar em porções individuais.

Você vai precisar de:

Mais ou menos 2,5 kg de ossos – no açougue, eles vendem ossos para cachorro, com até que bastante carne. A Pat Feldman e o Chef John listaram de forma detalhada que ossos são melhores, mas eu simplesmente peço ossos no açougue e pronto.

Folhas de salsão

1 cebola grande, cortada em quatro

2 cenouras, descascadas e cortadas em pedaços grandes – como não tinha cenoura no dia das fotos, não usei 😀

Utensílios:

Assadeira
Duas panelas grandes, de fundo grosso, com tampa – as minhas têm capacidade para seis litros, mas se você tiver uma panela maior, pode aumentar a receita e fazer mais caldo!
Peneira
Potes para congelar o caldo – eu prefiro usar potes de vidro, porque eles não pegam gosto e são mais fáceis de limpar, mas é claro que você pode usar o tapaué de sempre!

Caldo de Carne

O caldo começa com um passo que geralmente marca o fim de uma receita 😀

Coloque todos os ossos em uma assadeira e asse-os em forno pré-aquecido por uns 60 minutos, girando-os de vez em quando para que dourem por igual. Cuidado para não queimar!

Quando os ossos estiverem dourados, transfira-os para uma panela grande de fundo grosso – se tiver qualquer restinho grudado na assadeira, jogue-o na panela também! Cubra-os com água FRIA, coloque o salsão, a cebola e a cenoura, tampe a panela e leve ao fogo alto até que a água comece a ferver. Eu prefiro colocar os vegetais por cima, para facilitar a retirada!

Quando a água começar a ferver, remova a camada de espuma com a escumadeira e reduza o fogo para a menor temperatura possível – eu costumo colocar na menor boca do fogão, na temperatura mínima. Como o caldo vai cozinhar a noite inteira, o ideal é que ele não ferva muito rapidamente, para não secar: você quer ver aquelas bolinhas beeem discretas, sabe?

Umas duas ou três horas depois que o caldo pegou fervura, eu costumo retirar os vegetais. O Chef John não faz isso, mas como eu uso as folhas do salsão (e não o talo, que uso para outras coisas!), eu acho melhor retirar.

Durante o cozimento, os ossos devem estar sempre cobertos com água. Se você estiver usando uma panela de fundo grosso, tampada e em fogo mínimo, você não deve ter problemas com isso – mas, se tiver, basta acrescentar mais água!

Quando os ossos estiverem limpos (sem nenhuma carne neles e, geralmente, com buraquinhos, de onde saiu o tutano!), o que costuma levar entre 12-15 horas de cozimento, você já pode retirá-los da panela. Se quiser deixar por mais tempo, não tem problema nenhum – e o sabor ficará mais intenso! Eu geralmente deixo por 24 horas.

Retire os ossos da panela – eu sempre deixo eles escorrendo na peneira, para aproveitar o máximo de caldo possível. Depois de remover os ossos, peneire o caldo, passando para uma segunda panela o caldo puro, sem nenhum resíduo.

Leve essa nova panela ao fogo alto, para reduzir o caldo – “reduzir” parece chique, né, mas é só deixar a água evaporar mesmo. Em geral, o processo rende uns 3,5 litros de caldo, que eu reduzo para 1,5 litros – quanto mais concentrado, menos espaço vai ocupar no freezer! 😀

Deixe o caldo esfriar na panela. Quando estiver frio, transfira para os potes. Eu costumo dividir em 5 potes com 300 mL cada, o que me dá a base para cinco sopas grandes, já que o caldo é bem concentrado!

Quando esfriar bem, você vai notar uma capa de gordura sobre a superfície do caldo. Eu costumo congelar com a gordura, que retiro apenas na hora de cozinhar – é bem mais fácil!

Você pode congelar o caldo por até seis meses. Para fazer sopas, eu simplesmente descongelo um pouco, removo a gordura e jogo na panela, completando com água. Para risotos, você precisa diluir o caldo antes, já que o ele deve estar quente. Um potinho de 300 mL rende cerca de 2 litros de caldo!

Pãezinhos de batata doce

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Pãezinhos de batata doce

Antes de decidir qual seria o último pãozinho da série, estava invocada. Sabe quando você olha várias receitas, mas nada diz “me faça”? Fiquei assim um tempinho… Até que resolvi procurar receitas de pães veganos. Encontrei esta receita, percebi que tinha uma batata doce na geladeira que não tinha ido parar na última sopa que fiz, então era óbvio!

Esses pãezinhos são os mais fáceis de sovar de toda a série. Eu quase sempre uso a batedeira planetária, mas dessa vez fiquei pensando “aff, devia ter feito na mão e evitado sujar a louça” 😀 Quando eles saíram do forno, provei um e adorei. De tarde, comi com queijo e fiquei imaginando como seria gostoso como pão de hambúrguer! Como sempre, congelei uma parte. Ontem descongelamos e fizemos mini-hamburguinhos com esses pães, ficaram sensacionais!

Você vai precisar de:

Para a esponja:
2 1/4 colheres (chá) de fermento biológico seco
1/2 xícara de água morna – lembre-se sempre de testar a temperatura: se você aguentar ficar com seu dedo na água por 10 segundos, tá bom!
1/2 xícara de farinha de trigo

Para a massa:
1 xícara de batata doce cozida e amassada – eu usei a batata doce laranja
2 colheres (sopa) de mel – a receita pedia xarope de bordo, mas, né, maple syrup é caro e difícil de achar – o que eu tenho é de uso exclusivo para panquecas (e esse biscoito aqui) 😀
1 1/2 colher (chá) de sal
4 1/2 colheres (sopa) de óleo
1 colher (chá) de fermento químico – é, eu também achei estranho quando li uma receita de pão com os dois fermentos, mas não é que deu certo?
2 1/2 xícara de farinha de trigo – se o dia estiver muito úmido, você talvez precise usar um pouco mais de farinha para dar o ponto. Eu não precisei!

Pãezinhos de batata doce

Comece fazendo o purêzinho de batata doce. Eu descasquei e cortei uma batata doce média em cubinhos e fervi em uma panelinha com um pouco de água até que ela ficasse macia. Daí foi só escorrer, amassar bem com o garfo e esperar esfriar.
Enquanto a batata doce cozinha, faça a esponja. Misture todos os ingredientes da esponja na tigela da batedeira planetária (ou na tigelona grande que você vai usar para sovar), cubra com um pano de prato e deixe descansar por uns 20 minutos, até que comece a borbulhar.

À esponja, junte todos os ingredientes da massa. Na batedeira com o batedor em formato de gancho (ou no muque), sove por uns 5-7 minutos, até formar uma massa que não grude nos dedos. Se estiver fazendo na batedeira, você vai notar que as laterais da tigela ficam quase limpinhas – mas não adianta, você ainda vai ter que lavar a louça! 🙂

Agora o método é o mesmo de todos os pãezinhos desta série: Coloque a massa na tigela e cubra com plástico-filme. Deixe crescer em um lugar quentinho por mais ou menos uma hora, ou até que dobre de tamanho.

Quando a massa tiver dobrado de volume, dê um soquinho para desinflar e transfira-a para uma bancada enfarinhada.
Eu dividi a massa em 24 pedaços, mas você também pode dividir em 8 e fazer pães de hambúrguer, acho que ficariam ótimos! Modele os pãezinhos em bolinhas e coloque-os sobre uma assadeira de 25 x 35 cm, untada ou coberta com silpat. Lembre-se que massa de pão não é brigadeiro – se você tentar enrolar como se fosse um brigadeiro, não vai ficar tão bonitinho. Esse vídeo (em inglês, mas não faz diferença) mostra a técnica que eu uso – parece demorado, mas com o tempo você pega a manha e faz rapidinho! 😀

Cubra os pães levemente com plástico-filme ou um pano de prato (não use aqueles felpudos!) e deixe crescer de novo, até que quase dobrem de volume.
Agora é só assar em forno pré-aquecido por cerca de 20-25 minutos (se tiver dividido a massa em 8 partes, aumente o tempo de forno!), ou até que dourem e você ouça um som de oco quando der batidinhas na superfície.
Deixe esfriar em uma gradinha e sirva! 😀

FREEZER: Como todos os pães desta série, estes congelam lindamente. Basta colocar os pãezinhos frios em um saquinho ziploc!

Pãezinhos de Mel

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Pãezinhos de Mel

Quando eu morava em Brasília, eu e meus amigos do trabalho de vez em quando chutávamos o balde e almoçávamos no Texas Roadhouse Grill, que tinha um pãozinho de couvert maravilhoso. Eu sempre ameaçava ir lá só para comer o pãozinho e tomar chopp, sem pedir almoço mesmo! Infelizmente, nunca fiz isso. Mas também nunca esqueci do pãozinho.

Continuando as Tertúlias de Pãozinho, resolvi fazer uma receita que tinha pinado despretensiosamente no Pinterest. Não parecia nada demais: um pãozinho bem fofinho, pronto. Fácil e simples. Quando saiu do forno, pincelei a manteiga de mel, peguei um pãozinho e dei outro pro Sky. Mordemos e falamos quase junto “é o pãozinho do Roadhouse!”. 😀

Você vai precisar de:

240 mL (1 xícara) de leite integral, morno
2 1/4 colheres (chá) de fermento biológico seco
1/2 colher (chá) de açúcar
80 g (1/4 xícara) de mel
1 ovo + 1 gema
60 g (1/4 xícara) de manteiga sem sal, derretida e fria
1/2 colher (chá) de sal
450 g (3 1/2 xícaras) de farinha para pães – Eu usei metade farinha para pães, metade farinha comum. Tive que adicionar ¼ de xícara de farinha para dar o ponto, porque o clima estava bem úmido. Comece com a quantidade indicada e, se necessário, acrescente mais.

Para a cobertura, que não é opcional:

60 g (1/4 xícara) manteiga sem sal, em temperatura ambiente
2 colheres (sopa) de mel

Pãezinhos de Mel

Na tigela da batedeira planetária (ou em uma tigela grande), coloque o leite, o fermento biológico e o açúcar. Misture e reserve. Passados cinco a dez minutinhos, a mistura deve espumar, como se fosse o colarinho de uma cerveja. Se não estiver assim, algo deu errado: ou o seu fermento está velho ou o leite estava muito quente. De qualquer maneira, descarte a mistura e comece de novo!

Adicione o mel, o ovo, a gema, a manteiga derretida, o sal e a farinha. Sove com o batedor em formato de gancho (ou com a mão mesmo) por mais ou menos cinco minutos, até que a massa não esteja MUITO grudenta e você consiga moldá-la em uma bola. Se for preciso, acrescente mais farinha, mas com cuidado: a massa é um pouquinho grudenta mesmo e não é legal colocar muita farinha, para que aos pãezinhos não fiquem duros! No fim, tive que colocar ¼ de xícara a mais, uma colherada por vez.

Coloque a massa na tigela e cubra com plástico-filme. Deixe crescer em um lugar quentinho, sem vento, até que dobre de tamanho. Aqui, o processo levou 1 hora.

Quando a massa tiver dobrado de volume, dê um soquinho para desinflar e transfira-a para uma bancada enfarinhada. Eu dividi a massa em 32 partes, mas você pode dividir em 12-16 para pãezinhos de tamanho normal. Modele os pãezinhos em bolinhas e coloque-os sobre uma assadeira de 25 x 35 cm, untada ou coberta com silpat. Lembre-se que massa de pão não é brigadeiro – se você tentar enrolar como se fosse um brigadeiro, não vai ficar tão bonitinho. Este vídeo (em inglês, mas não faz diferença) mostra a técnica que eu uso – parece demorado, mas com o tempo você pega a manha e faz rapidinho!

Cubra os pães levemente com plástico-filme ou um pano de prato (não use aqueles felpudos!) e deixe crescer de novo, até que dobrem de volume.

Enquanto isso, prepare a cobertura: misture a manteiga e o mel e reserve em temperatura ambiente, para que não endureça.

Asse-os em forno pré-aquecido por cerca de 20-25 minutos, ou até que dourem e você ouça um som de oco quando der batidinhas na superfície.

Assim que saírem do forno, pincele-os GENEROSAMENTE com a manteiga de mel (eu usei mais da metade da manteiga). Deixe esfriar por alguns minutinhos e sirva com o resto da manteiga.

FREEZER: Se você conseguir essa proeza, coloque os pãezinhos frios em um saquinho ziploc e congele por até 3 meses.

Pãezinhos de Alho

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Pãezinhos de Alho

Não sei se vocês já repararam, mas eu sou a louca do alho. Toda receita que pede alho eu já naturalmente dobro a quantidade recomendada, mas reclamo que tem pouco alho… Para esses pãezinhos, o Jaime Oliver falava em 1 cabeça de alho pra 500 g de manteiga, mas a gente só usa 125 g nessa receita – obviamente, não havia razão para diminuir o alho! 😀 #loka

Li essa receita e resolvi fazer, achando que ia ser gostosa, mas nada de muito diferente. Só que a receita tem um truquinho que eu nunca tinha feito: os pãezinhos são assados na assadeira untada com a manteiga de alho e enfarinhada com farinha de rosca. Essa “caminha” forma um fundinho crocante MARAVILHOSO!

Aqui em casa, esses pãezinhos serviram de acompanhamento para uma sopa, mas já estou imaginando com chili, pra servir junto com macarrão (e limpar o molho que sobrou no prato, sabe como?), etc, etc…

Você vai precisar de:

Para o pão:

800 g de farinha de trigo para pães – usei uma mistura de farinha de trigo normal e de pães
7 g de fermento biológico seco
1 colher (chá) de sal
500 mL de água morna
farinha de rosca, para polvilhar a assadeira

Para a manteiga:

Se você for uma pessoa normal, 5 dentes de alho bem picadinhos – eu usei quase 1 cabeça inteira
125 g de manteiga em temperatura ambiente
raspas de 1 limão
1 ramo de salsinha, picadinho
1 colher (chá) de pimenta caiena
Se a sua manteiga for sem sal, 1 colher (chá) de sal

 
Pãezinhos de Alho

Comece preparando a massa dos pãezinhos: em uma tigelona, misture a farinha de trigo, o sal e o fermento biológico. Acrescente a água aos poucos e sove (na mão ou na batedeira com o batedor em formato de gancho) por uns dez minutos, até que a massa fique macia e elástica. Forme uma bola, coloque na tigelona e cubra com um pano de prato. Deixe crescer por mais ou menos uma hora, ou até dobrar de tamanho.

Enquanto isso, prepare a manteiga de alho, que nada mais é do que todos os ingredientes da manteiga, bem misturadinhos! Reserve em temperatura ambiente, para que ela não endureça.

Unte uma assadeira de 25 x 35 cm com 1/3 da manteiga de alho. Polvilhe bastante farinha de rosca, cobrindo bem toda a superfície da assadeira. Reserve.

Quando a massa do pão dobrar de volume, divida-a em 35 partes iguais e faça bolinhas. Sim, essa é a hora de ser multitarefa, fazendo bolinhas e vendo aquele episódio novo… 😀 Lembre-se que massa de pão não é brigadeiro – se você tentar enrolar como se fosse um brigadeiro, não vai ficar tão bonitinho. Esse vídeo (em inglês, mas não faz diferença) mostra a técnica que eu uso – parece demorado, mas com o tempo você pega a manha e faz rapidinho!

Arrume os pãezinhos na assadeira, cubra com o pano de prato e deixe crescer novamente, por mais uma hora e meia, ou até que dobrem de volume.

Passado este tempo, preaqueça o forno e pincele o topo e as laterais de todos os pãezinhos com 1/3 da manteiga de alho. Como aqui estava frio, dei uma leve esquentadinha na manteiga, só para amolecer um pouco.

Asse por 25-30 minutos, ou até que eles estejam douradinhos. Assim que eles saírem do forno, pincele o resto da manteiga sobre os pãezinhos e, teoricamente, deixe esfriar um pouco antes de servir!

FREEZER: como a maioria dos pães, estes pãezinhos congelam bem – coloque-os já frios em um saquinho Ziploc e pronto