[Guest Post] Pão de Queijo Mineiro – O Legítimo

[Guest Post] Pão de Queijo

[Nota: Esta receita foi feita (e escrita) pelo Rafael e foi originalmente postada na página do Facebook. Eu comi quando fui a Brasília – digo, sem exagero, que este é o melhor pão de queijo DA VIDA! Bate até o do Mercado Central de BH!]

Como mineiro radicado em São Paulo, é minha obrigação dizer que o pão de queijo daqui dá nos nervos. Poderia muito bem ser chamado de “pão de quê”, porque de queijo não tem nada! São brancos demais, murchos demais e tem aquele leve gosto de decepção. E o pior: vai queijo parmesão na receita… c’mon! #desabafo

Pois bem, na tentativa de SANAR esse problema crônico do estado de SP, eu trouxe esta tradicional receita mineira de pão de queijo (doravante denominado PDQ). As medidas são esquisitinhas: “1 copo de requeijão menos dois dedos”, mas a receita me foi passada assim e eu prefiro não desrespeitar a memória dos antepassados com modificações. Seria praticamente uma heresia. Mas tá, eu converti para mililitros para facilitar a vida de vocês.

Tempo de preparo: meia volta do cometa Halley. Ok, 40 min para a massa (sendo otimista) e 30 min para o forno.

Ingredientes:
• 1 kg de polvilho AZEDO (não pode ser o doce)
• 1 copo (requeijão), menos dois dedos, de óleo (175 mL)
• 1 copo (requeijão), menos dois dedos, de água (175 mL)
• 2 copos (requeijão), menos dois dedos, de leite (350 mL)
• 1 colher (sopa) de margarina ou manteiga
• 3-4 ovos (se tiver ovos caipiras, use metade normal e metade caipira. Explicarei.)
• 1 colher (chá) de sal
• 500 g de queijo CANASTRA (de preferência), mas funciona muito bem com o queijo minas meia cura. Falaremos sobre isso no preparo.

Modo de Preparo:
Primeiramente eu devo dizer que essa receita é preparada mil vezes mais tranquilamente com a ajuda de um amiguinho. Quem já me ajudou sabe a dor e a delícia de preparar PDQ!

A primeira etapa consiste em preparar os ingredientes:

i) O polvilho precisa ser batido no liquidificador/processador para quebrar as bolinhas mais duras que existem naturalmente no produto. Adicione o sal nessa etapa. É necessário bater até que o polvilho adquira a textura da maisena. Não se preocupe, é realmente rápido, o único problema é que não cabe 1 kg no liquidificador então você vai ter de fazer por partes.

ii) O queijo precisa ser ralado. E digo mais, nem bem começamos e já chegamos ao cerne dessa receita: o tipo do queijo. Como minha cidade natal está localizada próxima à Serra da Canastra, é muito comum encontrarmos queijos do tipo CANASTRA no supermercado. Aqui em São Paulo, no entanto, não é tão fácil assim. Caso você encontre em feiras e afins, go for it, caso contrário, compre o queijo Minas meia cura que também dá certo e o gosto é BEM PARECIDO.

iii) O óleo, o leite, a água e a margarina precisam ser misturados e aquecidos até ferverem (cuidado, pois a fervura é rápida e, se você não prestar atenção, essa etapa é uma potencial causadora de sujeira no seu fogão).

[Guest Post] Pão de Queijo

Com os ingredientes prontos, espalhe o polvilho numa bacia grande e, quando eu digo grande, é realmente grande: estilo aquelas que você tomava banho de PERMANGANATO quando criança. Quanto maior, mais liberdade para sovar a massa. Pois bem, feito isso, despeje o óleo/leite/margarina ainda fervendo por cima do polvilho, de modo a escaldá-lo. Vá mexendo com uma colher e, quando estiver frio o suficiente para você conseguir colocar a mão, comece o processo de sovar. E sove, sove, sove, sove, sove…sove, sove, sove até obter uma massa mais ou menos homogênea. Caso a massa não dê liga, adicione um pouco mais de leite quente. Nessa hora você vai estar enamorado da sua criação, de tão lisinha e perfeita, mas não se apegue demais, pois a etapa seguinte vai desfigurar sua obra.

Adicione os ovos um a um e vá misturando-os na massa com as mãos (ou peça pra alguém fazer isso para você enquanto você sova. Acredite, é melhor). Três ovos é o mínimo para essa receita, mas caso você perceba que a massa ainda está longe do ponto (muito dura), adicione mais um ovo. Se você tiver ovos caipiras, eu vou dizer que a receita fica muito mais saborosa e principalmente mais bonita (PDQ fica amarelinho!). Mas cuidado, procure não usar mais do que 2 ovos caipiras, pois eles são muito fortes. Complemente o que faltar com ovos normais. O ponto ideal é quando a massa está bem grudenta e não sai nem ferrando da sua mão (veja nas fotos).

A penúltima etapa é adicionar o queijo e misturar tudinho. Eu coloquei ali 500 g, mas a real é que quanto mais, melhor! Sinceramente, eu já cheguei a usar quase 1 kg. E aqui vai uma dica: deixe uns pedacinhos maiores sem ralar. Assim você pode enfiá-los na massa na hora de enrolar o PDQ e eles derretem lá dentro quando assam e puta merda fica bom!

Ufa! Agora é só enrolar. Chame seu amiguinho, unte suas mãos com óleo e mãos à obra! Enrolem do tamanho que lhes aprouver. Eu prefiro fazê-los menores, mas não do tamanho coquetel que aquilo é muito sem graça plmdds. Enrolou? Pode por para assar direto ou congelar. Se for assar, cerca de 30 min, ou até que fiquem dourados, como na foto. Se for congelar, congele-os na própria forma para que não grudem. Depois que estiverem durinhos pode juntar tudo num saco ou tapaué e deixar lá no congelador. Para fazer o PDQ já congelado é só leva-los ao forno pré-aquecido normalmente, sem descongelar.

Experimente esta receita e depois venha passar raiva junto comigo ao comer os PDQs de São Paulo! =D

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Uma resposta

  1. […] e foi originalmente postada na página do Facebook. Eu comi quando estive em Brasília, recheando o Pão de Queijo e, gente…. […]

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